SuperStar: reality show global fracassa em audiência, mas deixa pequeno legado
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 11 de julho de 2014
O "SuperStar" estreou no começo de abril com um objetivo complicado, mas evidente: substituir o "The Voice Brasil" quando está fora de temporada. A proposta do "SuperStar" é trabalhar com bandas, enquanto o "The Voice" é destinado a cantores. Além disso, a TV Globo queria aproveitar o hype em torno de Fernanda Lima, reverenciada dentro e fora do Brasil por, involuntariamente, seduzir os marmanjos em eventos ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa).
O programa também seria um dos primeiros - ou provavelmente o primeiro - da televisão brasileira a contar com interatividade apenas por meio de dispositivos móveis. A votação acontece por meio de smartphones, em um sistema que, curiosamente, deu problema logo no primeiro dia de audições.
Tinha tudo para dar certo. Mas passou longe disso. "SuperStar" enfrentou baixos índices de audiência e vai passar por mudanças na próxima edição. A primeira deve ser o dia: será transmitido às terças-feiras e não aos domingos, de acordo com informações do colunista Flávio Ricco. Outras, mais estruturais, devem ser anunciadas posteriormente.
Apesar dos jurados do "The Voice Brasil" forçarem bastante a barra, eles têm um pouco de carisma. Já o júri do "SuperStar", composto por Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Fábio Jr e Ivete Sangalo, deixa a desejar em diversos campos. Os principais são a falta de carisma e de objetividade nas análises.
Para quem não está ambientado a ouvir termos técnicos e jargões da área musical, "SuperStar" pode soar confuso. "Riffs", "licks", "ganchos" e "oitavas" são alguns dos termos utilizados pelos jurados, que não conseguem passar a informação de forma objetiva ao público. E mesmo com vocabulário segmentado, o júri não sai do lugar comum nas análises. Basicamente, falam a mesma coisa várias vezes. Esse problema melhorou um pouco ao longo do reality, mas dificilmente será eliminado.
Muitas análises, aliás, evidenciaram o cantor e deixaram a banda de lado. Ou seja, em diversos momentos, a sensação era a de que o importante mesmo era o cantor, como no "The Voice Brasil". Até mesmo a produção do reality show deixa os grupos em escanteio, pois, com exceção dos vocais, tudo é gravado anteriormente. Ou seja: os instrumentistas fingem que tocam, enquanto o som rola. É tudo playback, exceto pelas vozes. Soa falso, engessado e pouco autêntico.
"SuperStar" deixa um legado positivo em relação à motivação, para que bandas invistam em trabalhos próprios, busquem profissionalização e tenham, de fato, uma brecha para estarem disponíveis a um grande público. A TV Globo disponibiliza, com este reality show, um espaço raríssimo com tamanha amplitude e em cadeia nacional.
Os espectadores do "SuperStar" ainda não estão preparados para canções de autoria própria dos grupos em um reality show do gênero. A queridinha Move Over deixou o programa às vésperas da final por uma música própria não ter convencido, enquanto que, nos covers, ocupava sempre as primeiras posições nas votações. Mas não deixa de ser uma proposta interessante - até porque, com muito talento, a banda Malta convenceu (e venceu) com muitos sons próprios. Aos poucos, o público pode ser "reeducado".
Espero que todas as bandas participantes do "SuperStar", bem como a próxima edição do programa, tenham sucesso. O Brasil precisa disso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
O erro que James Hetfield admite ter cometido com Jason Newsted no Metallica
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
O rockstar que Ozzy Osbourne considerava o "meu Deus do rock"
Cantora canadense Sass Jordan morre aos 63 anos
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
A banda que tentou trabalhar com Kurt Cobain, mas ele mal conseguia parar em pé
A categórica resposta de Regis Tadeu sobre se há álbum brasileiro clássico de rock pós-2000
"Ed Sheeran não é uma vítima", diz Tom Morello sobre recente polêmica
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Gigantes do metal fizeram Geezer Butler perceber a importância do Black Sabbath
Floor Jansen garante que novo álbum solo é mais metal que o Nightwish
Eleições 2026: e se os astros do metal disputassem todos os cargos?
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
O cover considerado por Geddy Lee "uma das melhores coisas que já gravamos" com o Rush
Megadeth: os 10 bens mais preciosos de Dave Mustaine
Robert Plant e a banda que ele se ofereceu para tocar baixo
O profundo significado do enigmático refrão de "Ouro de Tolo", clássico de Raul Seixas
Mega-hits Manjados: 10 clássicos que se tornaram clichês
O fabuloso guitarrista falecido precocemente que para Eric Clapton foi o melhor de sua época
Dinho e João Gordo dizem que Lava-Jato e "Tropa de Elite" fizeram extrema direita crescer
Metromix: a lista dos vocalistas mais irritantes do rock
Metal: as bandas e sub-gêneros mais odiados pelos metalheads



