Bob Dylan: minhas músicas são como histórias de mistério

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Por Alexandre Caetano, Fonte: BBC News, Tradução
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Bob Dylan virou a mesa contra seus críticos durante um discurso de trinta minutos, em uma homenagem de gala à sua carreira.

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O músico de 73 anos, que raramente fala sobre seu trabalho, questionou por que os críticos reclamam que ele "não sabe cantar" e soa "como um sapo" mas não "dizem isso sobre Tom Waits?"

"Os críticos dizem que minha voz falha, que eu não tenho voz. Por que eles não dizem essas coisas sobre Leonard Cohen? Por que eu tenho tratamento especial?" questionou.

O evento de caridade organizado pelo MusiCares [fundação voltada para auxiliar músicos em dificuldades] nomeou Dylan a personalidade do ano.

Artistas incluindo Tom Jones, Jack White, Beck, Sheryl Crow e Crosby, Stills and Nash tocaram covers de Dylan no evento pré-Grammy, em Los Angeles, na sexta-feira.

Springsteen se juntou à estrela do Rage Against the Machine, Tom Morello, para uma versão de Knockin' on Heaven's Door, enquanto Neil Young tocou a clássica Blowin' in the Wind.

Dylan não tocou, ao invés disso apareceu no palco com uma pilha de papéis soltos, aos quais se referiu dizendo: "Eu vou ler um pouco disso."

Após ser ovacionado de pé, Dylan disse: "Críticos dizem que eu não posso sustentar uma nota e que eu falo ao longo da música. Sério? Nunca ouvi dizerem isso sobre Lou Reed. Por que ele pode passar impune?".

Uma transcrição do discurso de meia hora foi publicada no site do LA Times, embora o repórter Randall Roberts tenha dito que não poderia reproduzir todas as palavras.

"Por causa dos momentos de aplausos e alguns ecos, algumas palavras de Dylan ficaram inaudíveis na gravação que consultei."

"Apesar dele não gostar de ouvir isso, Dylan às vezes murmura e sussurra as palavras," explicou Roberts.

Dylan começou: "Eu estou contente por minhas músicas serem homenageadas assim. Mas vocês sabem, elas não chegaram aqui sozinhas. Foi uma longa estrada precisou muito trabalho.

"Essas minhas músicas são como histórias de mistério, do tipo das que Shakespeare via quando estava crescendo."

Dylan agradeceu aos artistas que tocaram suas canções ao longo dos anos, incluindo Nina Simone, Jimi Hendrix e Joan Baez.

Ele também agradeceu a Peter, Paul e Mary, que gravaram Blowin' in the Wind - que a princípio fora "enterrada" em seu segundo álbum.

"Desde então centenas de pessoas gravaram essa música e eu não acho que isso teria acontecido se não fossem eles. Definitivamente eles começaram algo para mim."

Dylan fez referência a Johnny Cash, que o defendeu quando Dylan era criticado por tocar música elétrica em 1965, Cash "escrevia cartas às revistas xingando as pessoas, dizendo para calarem a boca e me deixarem tocar."

O ex-presidente Jimmy Carter apresentou o cantor e compositor no palco dizendo: "Não há dúvida de que as palavras dele sobre paz e direitos humanos são muito mais incisivas, muito mais poderosas e muito mais permanentes do que as de qualquer presidente dos Estados Unidos."

Dylan chegou pela oitava vez ao primeiro lugar nas paradas do Reino Unido no sábado, com o álbum "Shadows In The Night", seu 36° trabalho de estúdio, com covers de 10 obras imortalizadas por Frank Sinatra.




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Sobre Alexandre Caetano

Alexandre Caetano, tem 31 anos, mais da metade dedicados ao Rock. Mora em São Paulo, é formado em ciências sociais, mas nas horas vagas arruma um tempinho para escrever e traduzir textos, para divulgar material de suas bandas favoritas!

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