Regis Tadeu: 40 anos de uma obra criminosamente subestimada do Kiss
Por Bruce William
Fonte: Na Mira do Regis
Postado em 20 de março de 2015
O crítico musical, jurado de programa televisivo, colunista, produtor, apresentador, diretor de redação Regis Tadeu, publicou em sua coluna no Yahoo! um texto falando sobre os 40 anos de "Dressed To Kill", do Kiss; confira abaixo alguns trechos:
Lembro bem que a imagem da capa já não era novidade para mim e para qualquer um que fosse roqueiro no Brasil na metade dos anos 70. Aqueles quatro sujeitos maquiados já tinham se tornado familiares a partir do momento em que cada cabeludo de minha geração resolveu comprar o primeiro álbum do grupo, que trazia os rostos de seus integrantes estampados de maneira proeminente.
Sim, já sabíamos que o Kiss era uma então nova banda de rock americana que levava a então estética macabra de Alice Cooper a um novo patamar. Só não sabíamos que Dressed to Kill, originalmente lançado em 1975, era na verdade o terceiro álbum da banda, já que ele saiu no Brasil antes do Hotter Than Hell (1974), que só chegou por aqui dois anos depois, sabe-se lá o motivo. É, naqueles tempos, discos eram lançados em nosso País sem obedecer a ordem cronológica lá de fora. Para nós, brazuções, ele era a sequência natural do disco de estreia, Kiss (1974). Por isto, todo mundo estranhou o som.
(...)
Não havia espaço para qualquer traço hippie no som e muito menos no visual. Não havia nenhum texto a ser valorizado nas letras. Tudo era direto e rasteiro, sem qualquer traço poético. Na época, a banda estava no difícil estágio de provar que a indiferença ao disco de estreia tinha sido injusta – e o tempo provou que foi. Morrendo de medo do fracasso, os caras não queriam fazer nada de errado para magoar a quem acreditava neles nos bastidores.
Só que todas estas impressões desapareciam a partir do momento em que a agulha do toca-discos pousava nos sulcos da primeira faixa, a ótima "Room Service". Dali para frente, era uma sucessão inacreditável de canções bacanas e pesadas, uma melhor que a outra: "Two Timer", "Ladies in Waiting", a criminosamente ignorada e genial "Get Away", uma pérola safada cantada por Criss e tocada quase que inteiramente pelo guitarrista Ace Frehley - com exceção da bateria, é lógico -, que foi determinante para o surgimento anos depois de bandas como o Cheap Trick.
O texto completo pode ser lido neste link.
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