Desbrava: trazendo novos ares para o Rock Pop nacional

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Por Fabio Pitombeira, Fonte: FullRock, Press-Release
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Matéria de 24/06/16. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O DESBRAVA é uma das grandes surpresas, que a cena do Rock Pop nacional viu nascer nestes últimos anos. Vindos do ABC paulista, Santo André, os músicos disponibilizaram no país um dos discos mais cativantes do gênero, “A Cidade Pulsa”, e que promete revigorar este segmento, que há muito se encontra em um completo ostracismo criativo. Fomos conversar com o simpático vocalista Ruggero Bonaldi, que nos recebeu para um bate papo muito produtivo, e que nos comprova estarmos diante de um novo medalhão da música brasileira.

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Fábio Pitombeira: Olá Ruggero. É um prazer enorme para nós do Whiplash estarmos conversando contigo. Para quem não conhece a história da DESBRAVA, o que você pode contar a respeito da carreira da banda?

Ruggero Bonaldi: Cara, a gente tocou com uma formação durante três anos, e tivemos uma mudança em janeiro. Os caras novos estão muito compenetrados e estamos já trabalhando em diversas músicas novas para o segundo CD, que será novamente lançado pela Alternative Music Records no Brasil. A agenda de shows continua firme e forte e vamos cada vez mais, consolidando o nome e a reputação da banda no país.

Fábio Pitombeira: O primeiro álbum do grupo, “A Cidade Pulsa”, foi lançado pela Alternative Music no Brasil, e ele vem obtendo grande aceitação da imprensa. Conte-nos como se deu o processo de criação do trabalho, e quais foram as principais influências da banda neste período?

Ruggero Bonaldi: Como tocamos em bares, há grande diversidade de estilos e bandas. Mas sempre tivemos algumas influências chave como Incubus, RHCP, Paralamas, Titãs, Charlie Brown Jr. e RATM. Curiosamente, o processo criativo foi relâmpago. Quando decidimos gravar, tínhamos duas músicas mais ou menos prontas. Em um fim de semana compusemos umas dez músicas, sendo que um mês depois o CD estava gravado. Doideira total (risos)! Agora estamos trabalhando em músicas novas para o segundo álbum.

Fábio Pitombeira: Particularmente, achei que o ponto mais forte no trabalho é justamente o resgate do Rock Pop nacional de raiz, que reinou absoluto na saudosa década de oitenta no Brasil. Alcançar este objetivo estava nos planos da banda?

Ruggero Bonaldi: Fabião, estava e está. Essa década foi tão rica e diferente para o Brasil, com músicas e letras tão boas. E veja, o Rock nunca parou, ele apenas tira uns “cochilos”. O momento brasileiro também favorece coisas diferentes.

Fábio Pitombeira: Atualmente a banda está fazendo shows em suporte ao debut CD. Como tem sido esta experiência de levar a música deste trabalho para o público? Como vem sendo a receptividade do mesmo?

Ruggero Bonaldi: Tocar músicas próprias é uma experiência extremamente gostosa. Mostrar para o público aquilo que estava no seu íntimo, a qualidade que você estudou para apresentar... Tudo isso traz uma satisfação enorme. O público tem, acima de tudo, se divertido muito nos nossos shows, e o CD está atingindo mais pessoas e mais diferenciadas a cada mês que passa.

Fábio Pitombeira: Gostei bastante de “Becca”, “Fantoches” e “Entre o Céu e Você”. Quais são suas músicas preferidas no material e quais vêm obtendo melhor receptividade nos shows ao vivo?

Ruggero Bonaldi: Bom, “Fantoches” é uma hors concour, pois todo mundo se identifica, pensando no trabalho, na escola, no casamento. É uma música muito verdadeira no dia a dia de praticamente qualquer pessoa. Ela é com certeza o carro chefe. “Becca” é uma balada que fala de irmãos envelhecendo juntos e também acaba sendo um xodó da galera. Outra música que o pessoal pira é “Daquilo Que Eu Vou Perder”. Para o pessoal que curte uma porrada na orelha, essa mistura de baião com metal é top!

Fábio Pitombeira: Você acredita que ainda poderemos ter uma cena forte para o Rock nacional? O que você acredita que falta para aparecerem novos talentos de peso neste gênero?

Ruggero Bonaldi O Rock tem que se reinventar, assim como os rockeiros. Nós acabamos ficando cada dia mais exclusivistas, e isso formou esse grupão de rokeiros e metaleiros, que são muito fieis, mas muito isolados. O segredo pro rock voltar ao que era nos anos 80, é fazer exatamente o que eles faziam: Eles se juntavam. Você via ska, reggae, samba, ou seja, tinha de tudo no meio do Rock. O Rock tem que voltar a agradar o público em geral! Concordo que o gosto do brasileiro se empobreceu muito, e acho que isso passa por um certo empobrecimento intelectual, da maioria da população. Mas veja esse momento político brasileiro também. As pessoas cada vez mais exigindo idoneidade, justiça, igualdade. Isso pra mim é um sinal claro de que uma luz está voltando a brilhar por aqui.

Fábio Pitombeira: As letras do trabalho são outro ponto digno de destaque, por serem variadas e muito bem compostas. Qual a atenção que o DESBRAVA concede para suas letras e quais são as principais influências dos seus compositores ao escrevê-las?

Ruggero Bonaldi: Eu escrevo as letras por ora, não é uma regra, apenas acontece. Mas eu escrevo muito, dia sim dia nao. Costumamos fazer músicas e depois eu encaixo as letras e faço melodias. Gosto de fazer perguntas filosóficas, do dia-a-dia, e de situações de amor mais curiosas, e tenho conseguido um bom resultado.

Fábio Pitombeira: Presumo que vocês já devam estar com material sendo composto, ao mesmo passo que estão divulgando o debut. Já pensam no lançamento de um segundo trabalho? Se sim, para quando poderemos ter em mãos este trabalho?

Ruggero Bonaldi: Amigão, já estamos com várias músicas novas, que inclusive, já estamos tocando em diversos shows que temos realizado no ABC paulista. A ideia é compor até o meio do ano mais um bom número de músicas, e em agosto começarmos as gravações. Fim de 2016 vai ter material novo na mão. Aguardem!

Fábio Pitombeira: A cena de São Paulo está saturada de bandas covers, o que muito atrapalha o circuito de bandas autorais. Como a DESBRAVA vem conseguindo enfrentar esta situação?

Ruggero Bonaldi: Por ora, se “unindo ao inimigo”. A cena, e os bares de São Paulo, perceberam que existe um “dinheiro garantido” nas bandas cover, e não os culpo por isso. O problema está na cultura brasileira de ser avessa ao desconhecido. Veja, por exemplo, bares e casas da Europa e EUA, as pessoas se recusam a irem em um deles ouvir cover. Mas vamos chegar lá. Eu também sou brasileiro, apesar do meu nome, e sei como é gostoso ir em um bar e poder cantar junto. Mas sei também de como é bom ouvir novidade, e vamos chegar lá, repito. Se a cena de bandas autorais começar a fazer muita coisa de qualidade, não tem como dar errado, porque as músicas vão chegar nas pessoas, e as pessoas vão querer vir escutar. O segredo é muito trabalho, criatividade e, acima de tudo, perseverança.

Fábio Pitombeira: Obrigado pela entrevista Ruggero. Parabéns pelo seu brilhante trabalho... fica aqui o espaço para as suas considerações finais.

Ruggero Bonaldi: Cara, agradeço demais o interesse de vocês e o espaço cedido. São portais como o de vocês, que continuam permitindo às pessoas terem acesso à boa música. Todos da banda estão extremamente lisonjeados com a oportunidade! A única coisa que quero dizer é que, todos aqui continuem se “arriscando” procurando coisas novas, aproveitando essa maravilhosa ferramenta que é a internet, e apoiando as bandas que estão aí, não só com aplausos e cliques, mas também com seu apoio financeiro quando possível. Lembrem: Vocês não economizam pra ver aquela banda gigante que nem olha pra você no show e que vem pro Brasil, ano sim ano não (risos). Pensem nisso! E pessoal: lançamos o primeiro DVD do DESBRAVA no nosso canal no YouTube, ainda com a formação antiga, e que pode ser assistido no final desta entrevista! Esperamos que vocês gostem muito do resultado. Gratidão enorme por cada um de vocês!

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Sobre Fabio Pitombeira

Trabalha desde 2002 com produção de shows em Teresina. Teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Heavy Metal e Rock and Roll como Paul Di Anno, Ira!, Hangar, Angra, Shaman, Andralls, Drowned, Clamus, Dark Season, Megahertz, Anno Zero Empty Grace, Mordydia, Káfila, entre outros.

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