Lacerated and Carbonized: Victor Mendonça fala sobre recuperação e retorno aos palcos

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Por César Rezende, Fonte: Roadie Metal, Press-Release
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Em entrevista exclusiva, Victor Mendonça - um dos maiores ícones das baquetas do metal extremo nacional, - fala sobre sua recuperação após o acidente e mostra-se motivado e totalmente pronto para voltar à ativa junto ao Lacerated and Carbonized. Em setembro deste ano, o Rio de Janeiro será palco do grande show de retorno e promete estar no pódio das maiores apresentações já realizadas pela banda de Death Metal posta em tela.

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Segue a entrevista abaixo:

1) Mesmo após ter se acidentado, você conseguiu tocar em alguns shows da tour latino-americana em 2017. Seu ato foi de muita superação. O que sinalizou (corporalmente falando) a necessidade de parar todas as atividades e entrar em repouso?

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Depois da pancada, senti fortes dores de cabeça. Parecia que tinha alguém martelando o meu cérebro, sabe? Ao mesmo tempo, estava me sentindo muito enjoado e totalmente indisposto. Após o acidente, acabei fazendo três shows que até hoje eu me pergunto de onde tirei forças para tocar. Eu ficava deitado todas as noites antes dos shows me preparando, tanto psicologicamente como fisicamente. Era como se estivesse tentando economizar energia, totalmente isolado e sem falar com ninguém. Meu cérebro foi afetado de diferentes formas, inclusive alterando minha audição, que estava muito amplificada e, conforme eu tocava os tambores da bateria, mais dor eu sentia. Era uma dor inexplicável! Até que chegou neste terceiro show e explicamos toda a situação para o produtor local. Por sorte ele era muito próximo de uma família de médicos que acabou me recebendo em uma clínica. Após exames preliminares, o médico requisitou uma tomografia. Quando pegamos o resultado, bateu aquele desespero, pois vimos que o exame tinha encontrado algo que não era normal. Resumindo: o médico pediu para que eu suspendesse todas as atividades e ficasse em repouso absoluto. Em consequência disto, fomos forçados a cancelar mais de 40 shows que ainda restavam dessa turnê pela América Latina.

2) Como foi o processo de parceria com o baterista Marvin "o Barba" (No Trauma) e Sandro Moreira (Rebaelliun) para que as atividades da banda continuassem?

Logo em seguida da turnê latino-americana, iríamos embarcar para uma turnê europeia com vários festivais importantes. Depois do acidente, comecei a entrar em contato com diversos bateristas para poder me substituir nessa empreitada, pois a banda não poderia parar e cancelar outra tour. Naquele momento, eu não tinha entrado em contato com o Marvin ainda, pois a agenda dele é muito corrida. Recebemos diversos vídeos e após análise, decidimos fechar com um baterista europeu. Tudo estava 100% acordado, passagens compradas e contrato assinado. Três semanas antes da turnê, o europeu entrou em contato conosco falando que não poderia mais tocar por motivos familiares… Resultado: ficamos totalmente desesperados; a correria de arrumar um substituto recomeçou e não tínhamos muito tempo sobrando. No mesmo dia, entramos em contato com o Marvin e explicamos a situação pra ele. E as palavras dele no telefone foram de um conforto sem igual. Lembro como se fosse hoje: "Bicho, vocês não vão cancelar essa tour. Eu tô dentro, pode contar comigo!" – disse Marvin. Ele teve aproximadamente três semanas para estudar as músicas e o resultado ficou ótimo! Eu agradeço muito a ele até hoje, pois se não fosse por ele, cancelaríamos mais uma tour. Nesse meio tempo, também tínhamos alguns shows no Brasil já agendados e entramos em contato com o Sandro Moreira, baterista do Rebaelliun, para fazer alguns shows. Conhecemos o trabalho do Sandro já faz um tempo e para mim foi uma honra ter alguém do calibre dele me substituindo no LAC (Lacerated and Carbonized). O Rebaelliun é uma banda que eu cresci ouvindo e influenciou muito o LAC no início da nossa empreitada.

3) Como foi o processo de recuperação? O que mais te deu forças para superar as "férias forçadas" e estar prestes a voltar à ativa?

O processo de recuperação foi bem chato, pois de acordo com os médicos eu não poderia fazer muito esforço. Segui as orientações médicas bem a risca, pois quando se trata de cabeça, o assunto é muito sério. Minha audição estava bem amplificada nos primeiros meses, um efeito natural, mas muito incomodo, para este tipo de acidente. O que mais me deu forças foi o suporte sem igual que eu tive da minha esposa, familiares, a própria banda, amigos e toda a galera que aprecia o trabalho do LAC. Recebi mensagens positivas do mundo todo e isso só me deu certeza que nada estava perdido e que eu iria sair daquela em breve. Só dependia de mim e eu precisava fazer por onde.

4) Como foi a volta dos estudos e das práticas musicais? Como você se sentiu na primeira vez que voltou a tocar intensamente?

Ainda estou passando por esse processo de reaprendizado, pois eu fiquei um pouco mais de um ano sem encostar nas baquetas. Meu primeiro contato com a bateria foi interessante, pois não consegui tocar nenhuma música do LAC de início. Sendo bem sincero, eu fiquei muito frustrado e teve horas que isso chegou a abalar um pouco meu lado emocional, pois foi muito difícil não conseguir executar as músicas da mesma forma que eu executava antes. Fiquei um pouco transtornado, mas agora já estou vendo resultado e nada que bastante treino não resolva. Como dizia o Buddy Rich: "músico só melhora sua forma de tocar, tocando".

5) O que os fãs podem esperar do primeiro show de 2018 do Lacerated and Carbonized com a formação completa? Deixe um recado para todos que curtem seu trabalho e torcem por ti.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todas as pessoas que de uma forma ou de outra pensaram positivo para que eu me recuperasse o mais rápido possível. Durante esse período de recuperação, recebi diversas mensagens de conforto e isto me deu muitas forças para poder passar por esse momento. Até hoje, não só eu, mas também o restante da banda, todos recebemos constantemente mensagens perguntando sobre meu status e isso pra mim é inacreditável, pois não imaginava que essa notícia tinha corrido dessa forma. Gostaria de agradecer a cada um de vocês por ter feito dessa fase da minha vida um período mais suave e mais confortável para dar a volta por cima. MUITO OBRIGADO! Com relação aos shows, não tenho palavras para descrever minha empolgação! Ainda estou estudando as músicas, mas os fãs do LAC podem esperar uma performance matadora, pois estamos trabalhando bastante para dar o nosso melhor.

6) Foi uma grande honra poder ter a oportunidade de entrevistar um grande músico de uma das maiores bandas do Death Metal latino-americano. Muito obrigado!

Eu que agradeço! Foi um prazer ter respondido esta entrevista! É sempre importante ter pessoas como você para valorizar o nosso metal nacional. Isto está mudando com o tempo, mas tem muita gente que ainda não valoriza o metal brasileiro. Temos excelentes bandas aqui e espero que um dia a maioria dos "headbangers" perceba que o metal do Brasil não deixa nada a desejar para o restante do mundo. No mais, obrigado pela entrevista e nos vemos na estrada!

Para conhecer mais sobre a banda, assista:




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Sobre César Rezende

César Rezende. 28 anos. Duque de Caxias - RJ.

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