RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Festival Prog Power USA anuncia cancelamentos após imigração recusar visto de artistas

"Os Beatles copiaram a gente", diz Pete Townshend, explicando em seguida como tudo aconteceu

Sobre o que fala a letra de "My Michelle" do Guns N' Roses, que retrata uma pessoa real

A música favorita de Tony Iommi que Bill Ward e Ozzy Osbourne quase estragaram na hora de gravar

O álbum em que Johnny Depp substituiu "um tiozão gordo que tocou com o Clapton em 76"

Aos 62 anos de idade, Kirk Hammett sente-se como se estivesse com trinta e poucos

O dia que o guitarrista dos Sex Pistols roubou equipamentos de um show do David Bowie

Paul McCartney relembra seu desastroso único show como guitarrista solo dos Beatles

Gene Simmons assume responsabilidade por álbum controverso do Kiss

A inesperada canção do Metallica que traz lágrimas aos olhos de Kirk Hammett

A curiosa origem de "Smells Like Teen Spirit", título de clássico absoluto do Nirvana

O clássico imortal dos anos 1980 que produtor queria trocar por um cover

O que Raul Seixas diz em "chuva voltando para terra traz coisas do ar" em "Medo da Chuva"

A música do Megadeth que é mais sombria que "The Conjuring"

O guitarrista que o lendário Hans Zimmer recrutou para trabalhar com ele em blockbuster


Linkin Park
DTP

Ronnie Von: a história por trás da música "Cavaleiro de Aruanda"

Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 17 de setembro de 2018

É, meus caros, Ronnie Von, mais conhecido como 'príncipe dinamarquês' também teve sua fase de maior aproximação com a música e cultura negra. Em 1972, ele se aproximou da umbanda e de toda a sua musicalidade com a música "Cavaleiro de Aruanda" que acabou se tornando um hino em terreiros de todo o país.

O interessante da música é que ela é de autoria do guitarrista argentino Tony Osanah radicado no Brasil que não tinha a mínima ideia do que era umbanda. Segundo a página Povo de Luz o encontro foi assim:

"Ex-hippie e ex-Hare Krishna, o portenho Osanah não tinha qualquer familiaridade com temas e personagens das religiões afro-brasileiras quando compôs "Cavaleiro de Aruanda". Nem noção de quem era Oxóssi, um orixá do candomblé brasileiro. Mas, de repente, em casa, começou a dedilhar o violão e, quatro minutos depois, saiu a música. Isso aconteceu em fevereiro de 1972, após um inesperado encontro na calçada em frente ao antigo prédio do Mappin, na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo. Osanah esbarrou em um desconhecido e teve uma surpresa. "O sujeito olhou pra mim e falou que eu precisava de ajuda. Ele parecia um velho índio. Pediu para eu acompanhá-lo e disse que eu nem imaginaria o que ia acontecer na minha vida nos próximos meses", relembra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O homem, um pai-de-santo, o levou para um terreiro. De volta para casa, o músico "recebeu" a letra e a melodia de "Cavaleiro de Aruanda". "Ela foi psicografada para mim", acredita. A vida do argentino, a partir daí, sofreu uma reviravolta. "Eu vivia sempre tentando alguma coisa nas gravadoras. Era muito jovem, já casado e despreocupado", avalia. Daí em diante, fez fama e ganhou dinheiro. Hino a Oxóssi absorvido pela umbanda, a música é muito tocada até hoje. Acaba de ser incluída no disco novo de Ney Matogrosso e foi regravado recentemente pela cantora Rita Ribeiro. Não à toa, seu autor agradece sempre a esse orixá, ligado à produção do conhecimento, à inteligência e à caça. Osanah já tinha um respeitado currículo quando encontrou o pai-de-santo na rua. Brilhou com Caetano em "Alegria, Alegria" e depois em "Soy Loco por Ti América", uma homenagem a Che Guevara. Havia tocado ainda com Gil na gravação de "Questão de Ordem". Na jovem guarda, foi parceiro de Ronnie Von, Eduardo Araújo e Antonio Marcos. Para Ronnie cantar, fez especialmente os sucessos "Tranquei a Vida" e "Colher de Chá". O nome Osanah ele ganhou de Elis Regina. A "Pimentinha" o batizou assim depois de ser presenteada com a canção "Osanah" (mensageiro, em hebraico). Profeticamente, a letra dizia: "Sei para onde vou/Agora eu sei quem sou/Sei do meu caminho/Eu sei com quem eu vou"."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Ronnie Von, diz a lenda que ele era frequentador assíduo de terreiros e que a música lhe foi dada como presente e para divulgação da fé umbandista. O sucesso foi imediato e ela recebeu críticas entusiasmadas tendo sido regravada por Ney Matogrosso. Há também uma versão gravada por João Gordo no programa do Bial. Basicamente ele mantém a base setentista da música, que é muito legal, e coloca seu vocal furioso por cima. Confesso que ficou muito boa. Eu ouvi falar que o Angra estava para regravar a música, mas não consegui apurar os fatos devidamente.

Como filho dos anos 1970, ouvi a música várias vezes ser tocada nas rádios AM e FM (alguém ainda sabe o que é isso? rsrs). Apesar da cruel ditadura, e consequente censura aos meio de comunicação, que assolava este país, a música foi muito bem recebida. Os pais e mães de santo ainda não tinham que esconder suas vestes em razão dos ataques perpetrados pelos assim chamados 'cristãos' de plantão. Creio que essas pessoas ainda não entenderam bem a mensagem do Cristo, mas enfim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

'Cavaleiro de Aruanda' mistura a batucada típica dos terreiros com guitarras fortes e um vocal irado. Sim, Ronnie Von também tem seu lado furioso. Na minha opinião, uma versão por uma banda de Metal ficaria excelente, tanto pela sonoridade como pela identificação que o estilo tem com as minorias e o inusitado. Não sei como o Gangrena Gasosa não fez uma versão ainda. Bom, fica a dica.

Aqui o link da música:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

E a versão com João Gordo. Vai aqui o link.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp
Bangers Open Air


publicidadeEfrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Marcelo Matos Medeiros | Glasir Machado Lima Neto | Richard Malheiros | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Ivison Poleto dos Santos

Veterano das guerras metálicas. Pesquisador, escritor, resenhista, músico frustrado (por isso tudo o anterior). Ao contrário da opinião comum, acho que o melhor do Metal ainda está por vir e que existem grandes bandas novas por aí. Só procurar. No meu caso elas vêm até mim.
Mais matérias de Ivison Poleto dos Santos.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS