Woodstock: Belas Letras lança livro nos 50 anos do festival
Por Alice Pellizzoni Lima
Fonte: Editora Belas Letras
Postado em 19 de julho de 2019
Celebrando os 50 anos do lendário festival de Woodstock, que serão comemorados no dia 15 de agosto, a editora Belas Letras lança pela primeira vez no Brasil "A estrada para Woodstock", livro escrito pelo idealizador e realizador do Festival, Michael Lang, o que faz da obra um retrato singular dos bastidores. Para quem comprar só até o dia 19 de agosto, o livro acompanha um kit para reviver Woodstock, incluindo marcador de páginas, cartões postais, bóton e pôster. O leitor pode fazer o pedido através da loja virtual www.belasletras.com.br pelo valor de R$ 69,90.
Lang idealizou um festival, em agosto de 1969, em que o povo pudesse chegar e ficar por alguns dias em meio à beleza da zona rural do estado de Nova York. No livro ele conta como foi o processo impressionante de planejamento e logística que o evento exigiu. Após escolher metodicamente sua equipe, Lang contratou artistas talentosos, persuadiu agentes, promotores e populações locais, recebeu frotas de voluntários, construiu um festival da estaca zero e, no final, criou o evento cultural histórico que marcou época.
A estimativa inicial era de receber um público de 200 mil pessoas, o que acabou com o número de 700 mil. Com o volume inesperado de participantes, diversos contratempos aconteceram, o que o autor retrata ao longo da obra. Ausência de bilheterias, nascimentos, falecimentos, logística para alimentar quem não queria perder o lugar, aterramento do lixo produzido, sexo, drogas e rock and roll. Tudo isso em três dias de paz, música e muita chuva. "A quarta-feira foi mais um dia chuvoso, o que tornou algumas das últimas instalações elétricas muito arriscadas. O trailer perto do terminal de energia elétrica principal estava com as escadas ‘quentes’. Os eletricistas não conseguiram aterrar os degraus por alguma razão, então, toda vez que você pisava neles, tomava um choque", conta o autor.
Para manter a ordem, cerca de 300 policiais contratados, acima de tudo, para respeitar a liberdade de expressão. "A polícia era parte de nossa estratégia para convencer as autoridades locais a nos deixar realizar o festival. Além de querermos os policiais como pacificadores, precisávamos deles para direcionar o trânsito e lidar com emergências médicas."
Na época, Lang investiu na mídia impressa e no rádio para divulgar o Festival, mesmo assim a previsão de público não chegava nem perto do que o evento recebeu. Woodstock foi um Festival certo na hora certa e permanece como um "divisor de águas" na cultura pop. Uma figura importante a ressaltar nessa história é Max Yasgur, dono do campo em que aconteceu o evento. Devido a disponibilidade do local, Lang conseguiu quebrar o estereótipo dos hippies, mostrando que hippie também é empreendedor e visionário.
Além de histórias épicas de bastidores, o livro contém 88 fotos, muitas delas inéditas, e todos os setlists das bandas que subiram no palco. O livro original foi escrito há 10 anos, em comemoração às quatro décadas de Woodstock por Lang e Holly George -Warren. Agora a obra ganha versão em português pela editora Belas Letras. O projeto gráfico foi desenvolvido pela ilustradora e designer Giovanna Cianelli.
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