Warrel Dane: Shadow Work é uma vitória para banda brasileira corajosa, diz guitarrista
Por Igor Miranda
Fonte: Guitarload
Postado em 20 de novembro de 2019
O álbum póstumo "Shadow Work", de Warrel Dane, foi lançado quase um ano após o vocalista ter falecido, em decorrência de um ataque cardíaco, em 13 de dezembro de 2017. Ele estava no Brasil, ainda trabalhando no disco, quando sofreu o problema de saúde fatal.
Coube aos demais integrantes de sua banda solo, todos brasileiros, a conclusão do álbum para ser lançado em homenagem ao cantor. Os guitarristas Thiago Oliveira (Confessori, Isa Nielsen) e Johnny Moraes (Hevilan, Pastore), o baixista Fabio Carito (Pastore, Instincted) e o baterista Marcus Dotta (Vikram) estiveram envolvidos no processo. O disco acabou sendo lançado em 26 de outubro de 2018, pela Century Media Records.
Em entrevista à revista virtual Guitarload, em sua edição de número 101, Thiago Oliveira relembrou como foi o trabalho feito em "Shadow Work". O músico destacou que foi o último parceiro de composição de Warrel, o que foi uma "honra" e, ao mesmo tempo, "complicado, devido às diversas excentricidades de sua personalidade".
"Trabalhei com ele por diversos meses na minha casa, em São Paulo, onde compus no computador com o EZ Drummer enquanto ele ia escrevendo letras e aprofundando o conceito. Após a gravadora Century Media dar luz verde ao disco, nos juntamos ao produtor Wagner Meirinho (Torture Squad, Semblant, Trayce) no estúdio Orra Meu e 'fomos para cima'", afirmou.
Dane sofreu o infarto fatal nos momentos finais de gravação de "Shadow Work". "Quando a gravação se encontrava nos estágios finais, ele sofreu um infarto no quarto do flat em que ele estava jantando com o Johnny Moraes, guitarrista da banda, e não houve nada que se pudesse fazer. Depois de um período de limbo, a gravadora decidiu lançar o material gravado e me envolvi pesado com a pós-produção, orquestrações e arranjos – até toquei um pouco de teclado no disco", disse.
Oliveira comentou que "foi meio perturbador e mórbido ouvir a voz dele e as piadas entre os takes, além de trabalhar daquela forma fazendo edição de uma pessoa que não estava mais lá". "Contudo, é um trabalho do qual me orgulho e que me representa como guitarrista, compositor e arranjador", completou, destacando o contraponto.
Por fim, o guitarrista destacou: "Acredito que, pelo feedback dos fãs e pelas vendas, eles enxergam um trabalho que faz frente ao restante do legado do Warrel Dane no Sanctuary e no Nevermore. É uma vitória para uma banda brasileira que teve de encarar adversidades que poucos teriam coragem".
A entrevista completa pode ser conferida na edição 101 da Guitarload, que está disponível, até o fim do mês, no site da revista.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
O significado de título do novo disco do Anthrax, segundo Charlie Benante
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
Com câncer em estágio 4, fã raspa a cabeça de Randy Blythe (Lamb of God)
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
The Rasmus anuncia turnê latino-americana com show no Brasil
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir

A música tocante do Nevermore que era uma das preferidas do vocalista Warrel Dane
Para Warrel Dane, Nevermore foi "a melhor banda que o álcool arruinou"


