Warrel Dane: Shadow Work é uma vitória para banda brasileira corajosa, diz guitarrista

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Por Igor Miranda, Fonte: Guitarload
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O álbum póstumo "Shadow Work", de Warrel Dane, foi lançado quase um ano após o vocalista ter falecido, em decorrência de um ataque cardíaco, em 13 de dezembro de 2017. Ele estava no Brasil, ainda trabalhando no disco, quando sofreu o problema de saúde fatal.

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Coube aos demais integrantes de sua banda solo, todos brasileiros, a conclusão do álbum para ser lançado em homenagem ao cantor. Os guitarristas Thiago Oliveira (Confessori, Isa Nielsen) e Johnny Moraes (Hevilan, Pastore), o baixista Fabio Carito (Pastore, Instincted) e o baterista Marcus Dotta (Vikram) estiveram envolvidos no processo. O disco acabou sendo lançado em 26 de outubro de 2018, pela Century Media Records.

Warrel Dane: Shadow Work, álbum póstumo do vocalista, é lançado

Em entrevista à revista virtual Guitarload, em sua edição de número 101, Thiago Oliveira relembrou como foi o trabalho feito em "Shadow Work". O músico destacou que foi o último parceiro de composição de Warrel, o que foi uma "honra" e, ao mesmo tempo, "complicado, devido às diversas excentricidades de sua personalidade".

"Trabalhei com ele por diversos meses na minha casa, em São Paulo, onde compus no computador com o EZ Drummer enquanto ele ia escrevendo letras e aprofundando o conceito. Após a gravadora Century Media dar luz verde ao disco, nos juntamos ao produtor Wagner Meirinho (Torture Squad, Semblant, Trayce) no estúdio Orra Meu e 'fomos para cima'", afirmou.

Dane sofreu o infarto fatal nos momentos finais de gravação de "Shadow Work". "Quando a gravação se encontrava nos estágios finais, ele sofreu um infarto no quarto do flat em que ele estava jantando com o Johnny Moraes, guitarrista da banda, e não houve nada que se pudesse fazer. Depois de um período de limbo, a gravadora decidiu lançar o material gravado e me envolvi pesado com a pós-produção, orquestrações e arranjos - até toquei um pouco de teclado no disco", disse.

Oliveira comentou que "foi meio perturbador e mórbido ouvir a voz dele e as piadas entre os takes, além de trabalhar daquela forma fazendo edição de uma pessoa que não estava mais lá". "Contudo, é um trabalho do qual me orgulho e que me representa como guitarrista, compositor e arranjador", completou, destacando o contraponto.

Por fim, o guitarrista destacou: "Acredito que, pelo feedback dos fãs e pelas vendas, eles enxergam um trabalho que faz frente ao restante do legado do Warrel Dane no Sanctuary e no Nevermore. É uma vitória para uma banda brasileira que teve de encarar adversidades que poucos teriam coragem".

A entrevista completa pode ser conferida na edição 101 da Guitarload, que está disponível, até o fim do mês, no site da revista.




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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013.

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