Judas Priest: por que eles simplificaram as linhas de bateria em "British Steel"
Por Igor Miranda
Fonte: Ultimate Classic Rock
Postado em 16 de abril de 2020
O baixista Ian Hill e o vocalista Rob Halford refletiram sobre os 40 anos do álbum "British Steel", do Judas Priest, em entrevista ao Ultimate Classic Rock. O disco foi lançado no dia 14 de abril de 1980 - curiosamente, a mesma data em que o Iron Maiden divulgava seu trabalho de estreia, autointitulado.
Durante o bate-papo, eles comentaram sobre a tendência de simplificar o som, iniciada já no trabalho anterior, "Killing Machine" - intitulado "Hell Bent For Leather" nos Estados Unidos -, em 1978. A ideia foi levada ainda mais a sério em "British Steel".
"Quando as coisas ficam complicadas demais, você acaba tendo que ser músico para entender. Não queríamos isso. Queríamos deixar tudo envolvente. Com duas guitarras distorcidas, o restante precisa ser simples, para que as guitarras possam respirar. Com linhas de bateria complexas, algumas coisas se perderiam", disse Ian Hill.
Rob Halford destacou que essa mentalidade foi trazida pelo produtor Tom Allom, que trabalhou em "British Steel", mas não no álbum anterior. "Tom tinha uma ideia de deixar mais despojado, simples, direto. Vale lembrar que ele trabalhou nos dois primeiros discos do Black Sabbath. Ele sabia que se colocasse muita coisa, soaria pequeno ao invés de grandioso. Da forma como fizemos, a bateria, a guitarra, tudo soaria maior porque teria seu próprio espaço", afirmou.
Por isso, segundo Halford, nenhum outro álbum do Judas Priest soa como "British Steel". "É curioso, porque no início de cada década, especialmente no rock e metal, sempre tem um momento de energia e empolgação. É como se ressurgisse. É peculiar, mas parece acontecer", disse.
Ian Hill concluiu: "Tudo meio que se encaixou com esse álbum. Todos os componentes do que chamamos de heavy metal do Judas Priest se conectaram: a sonoridade, o direcionamento e até a imagem".
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