Matanza: por que a banda chegou ao fim, de acordo com Donida

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Por Igor Miranda
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O guitarrista e compositor Donida explicou, em entrevista ao Metal na Lata, por que o Matanza chegou ao fim. A banda encerrou atividades em outubro de 2018, após uma série de shows de despedida.

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Poucos meses depois, no início de 2019, os ex-integrantes formaram o Matanza Inc com outro vocalista, Vital Cavalcante, no lugar de Jimmy London. O primeiro álbum do grupo, "Crônicas do Post Mortem: Um Guia Para Demônios e Espíritos Obsessores", foi lançado em 2019, com edição pela Monstro Discos.

Na época em que o encerramento das atividades foi anunciado, o Matanza justificou o fim por "questões pessoais que precisam ser atendidas, possibilidades profissionais que precisam ser contempladas e necessidades artísticas que (...) levam a caminhos distintos". Apesar do comunicado parecer ter alguns eufemismos, Donida garante, quase dois anos depois, que não há forma melhor de explicar.

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"O que rolou foi isso mesmo. É um jeito sutil de falar, mas só aconteceu isso mesmo. É normal ter divergências dentro de uma banda, que até certo ponto são até boas, porque convergem para objetivos. Tivemos isso por muito tempo. Depois de um certo momento, a gente perdeu e nossa relação azedou, nosso diálogo perdeu efeito e chegou em um momento em que não fazia muito sentido continuar junto", afirmou.

O músico destacou que, naquele momento, era melhor que cada um seguisse o próprio caminho, "buscando seus objetivos e empreendendo seus métodos". Apesar de citar a expressão "cada um", o fato de o Matanza Inc trazer todos os ex-integrantes do Matanza com exceção de Jimmy London deixa claro que o vocalista seguiria por um rumo e os demais músicos continuariam juntos, como acabou acontecendo.

"Quando você tem ritmos de vida e expectativas muito diferentes, fica complicado. O que a gente tinha que fazer, a gente fez. Acho o legado do Matanza muito legal. Não me arrependo de nada do que fizemos. Mas chega um momento na vida em que você precisa seguir adiante e ser feliz", declarou.

Donida explicou, ainda, que não houve briga ou qualquer questão judicial envolvendo o fim do Matanza. "Relações, quando ficam tóxicas, não servem para uma banda, casamento, emprego ou nada na vida. Não tivemos uma briga, um processo, nada nesse sentido. Foi um entendimento de que cada um deveria seguir sua vida", disse.

O guitarrista também deixou claro que o fato de Jimmy ser visto como "a imagem" do Matanza, mesmo com Donida criando todas as músicas e até capas de discos sozinho, não contribuiu para essas divergências. "Sempre houve um acerto em relação a isso. Vocalista tem a imagem, isso é em qualquer banda e é invariável. É o cara que dá a voz", afirmou.

Por fim, o músico destaca que nunca fez questão de ocupar a função exercida por Jimmy. "A gente se entendia muito bem e ele fazia essa parte. Eu ficava ocupado fazendo todas as músicas, as artes, as letras. Cada um tinha sua parte na equipe. Acho que ele fez a parte dele muito bem. Então, isso não foi um problema. O que aconteceu foi a falta de diálogo mesmo, mas não vejo o menor problema nisso. Agora com o Matanza Inc, eu tenho aparecido mais, feito mais entrevista, acho que cabe mais eu fazer isso. Antes, não precisava. Agora, precisa", disse.

Assista, abaixo, à entrevista para o Metal Na Lata:




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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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