Mike Portnoy: resposta afiada a CEO do Spotify, que mandou músicos gravarem mais discos
Por Igor Miranda
Postado em 04 de agosto de 2020
Uma declaração do CEO da plataforma de streaming musical Spotify, Daniel Ek, gerou revolta em meio aos artistas. Um deles, o baterista Mike Portnoy (Sons of Apollo, The Winery Dogs, ex-Dream Theater, etc) se revoltou e deu uma resposta afiada ao executivo.
A maior discussão sobre as plataformas de streaming entre os músicos é que elas não pagam um valor considerado justo. Levantamentos recentes apontam que o Spotify, por exemplo, paga US$ 0,00348 (sim, muito menos do que um centavo de dólar) por cada vez que um internauta aperta o play em uma canção. O Tidal seria a empresa com os melhores valores para os artistas: US$ 0,00876 por reprodução.
Em entrevista ao MusicAlly, Daniel Ek foi questionado sobre esses valores e respondeu que, na verdade, não há evidências de que os músicos estariam insatisfeitos com os valores pagos. "De forma privada, eles elogiam o Spotify, mas não são incentivados a fazer isso em público. Inequivocamente, há cada vez mais artistas que estão vivendo apenas da renda do streaming", afirmou.
O CEO surpreendeu ao dizer que os artistas precisam lançar mais músicas e mais álbuns para melhorar sua renda no Spotify. "Alguns artistas ganhavam melhor no passado e podem não se sair tão bem agora, onde não dá para gravar música a cada 3 ou 4 anos e achar que isso será o suficiente. Os artistas que estão conseguindo hoje sabem que é preciso criar um engajamento contínuo com os fãs. É sobre lançar um disco, ter uma história a respeito dele e continuar a dialogar com os fãs. Aqueles que não estão indo bem no streaming são, em maioria, pessoas que querem lançar música do jeito que era antes", disse.
Como era de se esperar, diversos artistas fizeram declarações ácidas contra a entrevista de Daniel Ek. Mike Portnoy foi um deles. O baterista é notável por fazer parte de várias bandas e lançar diversos álbuns por ano - ele declarou ter tocado em 8 discos lançados somente em 2020. Mesmo assim, ele não está recebendo o que considera ser justo das plataformas de streaming.
"Que p*tnha gananciosa... já é ruim o suficiente que ele ganhe BILHÕES baseado no roubo e distribuição gratuita de músicas, mas, agora, ele sugere que a gente faça MAIS música para ELE ganhar mais dinheiro! Para constar, lancei 8 álbuns completos em 2020 e vou ganhar MIGALHAS deles", afirmou Portnoy.
O baterista destacou que a teoria de que os músicos precisam criar mais para fazer mais sucesso é "m*rda". "F*da-se esse cara e f*da-se o Spotify. Apoie os artistas DIRETAMENTE se você quer que eles continuem a fazer música", disse, incentivando os fãs a comprarem material como discos e itens de merchandising direto das lojas dos artistas.
Outros músicos do rock e metal também se posicionaram contra a fala de Daniel Ek. Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, declarou: "Enquanto você, o ouvinte, aproveita o Spotify, ele é parte do que está matando uma grande fonte de renda para artistas e criadores. A quantidade de artistas 'rica o bastante' para aguentar essa perda é de cerca de 0,0001%. A solução de Daniel Ek é compor e gravar mais? Que ele se f*da".
Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row, comentou: "Quando esse cara lançar um álbum, eu darei atenção a ele sobre o que ele diz dos meus álbuns".
O lendário músico David Crosby, que chegou a dizer no início da pandemia que poderia perder a casa se fosse impedido de fazer shows, disse: "Você é um m*rda desagradável e ganancioso, Daniel Ek". Já o baixista do R.E.M., Mike Mills, afirmou: "Música = produto, e deve ser produzido regularmente, diz o bilionário Daniel Ek. Vá se f*der".
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