Angus conta por que AC/DC não acabou nem após tantas baixas na formação
Por Igor Miranda
Postado em 18 de outubro de 2020
O AC/DC resistiu bravamente a diversas baixas em sua formação nos últimos anos. Os problemas foram superados com os recentes retornos do vocalista Brian Johnson, do baterista Phil Rudd e do baixista Cliff Williams, mas os três chegaram a estar fora da banda, por diferentes razões, ao longo da década - fora a morte do guitarrista Malcolm Young, em 2017.
Brian Johnson foi afastado de parte da turnê do álbum "Rock or Bust" por problemas auditivos. Phil Rudd se enrolou com a Justiça da Nova Zelândia e ficou fora de toda a tour. Cliff Williams concluiu os shows, mas disse que iria se aposentar após a última data programada. Malcolm Young, afetado pela demência, já havia deixado o grupo em 2014 e foi substituído por Stevie Young, sobrinho dele e de Angus Young.
Em dado momento, depois da turnê de "Rock or Bust", só havia sobrado o próprio Angus Young da formação mais duradoura da banda, que existiu entre 1980 e 1983 e de 1994 a 2014. Stevie também permaneceu, mas o músico só entrou após o afastamento de Malcolm. Axl Rose e Chris Slade eram apenas substitutos de Johnson e Rudd, respectivamente.
Por que, então, o AC/DC não anunciou que iria encerrar suas atividades após o fim da "Rock or Bust Tour"? Em entrevista à rádio SiriusXM, com transcrição do Ultimate Guitar, Angus Young explicou brevemente todo o processo e qual era a ideia por trás de não decretar o fim da banda.
"Apenas continuo fazendo isso. É uma parte de mi. É da minha perspectiva. Gosto de fazer música para o AC/DC e tocar essas músicas", declarou, inicialmente.
Angus destacou que desempenha essa função há tantos anos que não dá para imaginar-se fora do AC/DC. "Acho que sei o que fazer mais do que qualquer outro (com relação ao AC/DC). Acho até que sei mais sobre isso do que aprendi em todos os meus anos de escola", disse.
Em seguida, o guitarrista negou que seu irmão Malcolm tenha deixado gravações para o novo álbum da banda, "Power Up", que será lançado em 13 de novembro. Porém, ele confirmou que o saudoso músico é co-autor de todas as faixas do disco.
"A contribuição de Malcolm é principalmente nas ideias de músicas, que ele criou comigo. É, basicamente, a contribuição de Malcolm ao álbum todo. Ele estava lá em espírito e você sempre o sentirá. Ele está lá, especialmente comigo. Ele faz parte de meus pensamentos. Sempre estou pensando nele, assim como todos estão", afirmou.
Por fim, Angus Young contou que o trabalho relacionado ao novo álbum do AC/DC começou em meados de 2018. "Nosso pessoal de gestão nos contatou em 2018 perguntando se eu toparia fazer um álbum. Eu tinha muito material feito junto com Malcolm, no qual trabalhamos ao longo dos anos. Então, pensei: sim, vou juntar essas ideias e ver quem quer fazer parte disso e entrar em estúdio", disse.
Foi a partir daí que as peças voltaram a se encaixar: Brian Johnson estava recuperando a audição, Phil Rudd já não estava mais enrolado com a Justiça e Cliff Williams toparia retornar se os outros dois voltassem. "Foi ótimo, pois todos quiseram estar envolvidos: Brian, Cliff, Phil, Stevie e eu. Foi ótimo podermos voltar a ficar juntos e fazer algumas músicas novas de rock and roll para o mundo ouvir", afirmou.
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