AC/DC: como Malcolm Young quase jogou fora o riff de "Back in Black"
Por Igor Miranda
Postado em 30 de novembro de 2020
O AC/DC apresenta em "Back in Black", faixa-título do lendário álbum lançado em 1980, alguns de seus riffs de guitarra mais marcantes. O que nem todo fã sabe é que por pouco essa música não chegou aos ouvidos do público.
Em entrevista à Tiny TV, transcrita pelo Ultimate Guitar, o guitarrista Angus Young revelou que seu irmão, o saudoso Malcolm Young, quase descartou os riffs principais da música "Back in Black". A música começou a ser composta ainda em 1979, na turnê de divulgação do álbum anterior, "Highway to Hell".
Durante o bate-papo, Angus estava explicando o que define um bom riff de guitarra para ele. "Para responder a isso, diria apenas para que ouvissem o álbum 'Powerage' (1978). Lá, tem uma música chamada 'Riff Raff' com um riff incrível. No disco 'Let There Be Rock' (1977), eu diria que 'Bad Boy Boogie' tem um sabor específico. Soa fácil, mas Malcolm consegue dar uma variação rítmica que nem todos dão conta de fazer", afirmou, inicialmente.
Em seguida, ele contou sobre a história relacionada aos riffs de "Back in Black". "Outro grande exemplo é a música 'Back in Black'. Algumas partes dela me faziam pensar: 'não sei como você (Malcolm) faz isso'. Da primeira vez, ele fez em um violão e tocou em uma fita. Estávamos na turnê de 'Highway to Hell'. Ele me mostrou e falou que estava descartando riffs, pois queria dar uma limpada, tinha tantas fitas, então iria descartar aquelas com os riffs ruins", disse.
Foi aí que Angus precisou intervir, já que Malcolm estaria descartando um dos maiores sucessos do AC/DC. "Ele me mostrou algumas das ideias que pretendia descartar e eu falei: 'O quê? Você vai se livrar disso? Se você vai se livrar disso, dê para mim, eu vou dizer que fui eu quem compus, me dê agora!'", relembrou o músico, aos risos.
Ainda bem que Angus convenceu o irmão a preservar os riffs que deram origem a "Back in Black". A música, certamente, ajudou a impulsionar as vendas do álbum, que registra, de modo oficial, mais de 29 milhões de cópias comercializadas mundialmente - o número estimado, com mercados que não foram contabilizados, é de 50 milhões.
A entrevista pode ser conferida na íntegra, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.
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