Accept: por que os anos 90 foram uma m*rda, segundo Wolf Hoffmann
Por Igor Miranda
Postado em 06 de janeiro de 2021
O guitarrista Wolf Hoffmann foi pontual ao dizer, em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira, que os anos 1990 nunca deveriam ter existido. O período foi bastante complicado para bandas de hard rock e heavy metal de pegada mais tradicional, já que o público estava mais voltado a outras ramificações, como o grunge, rock alternativo e variações do metal.
O assunto veio à tona após o entrevistador citar que muitos fãs parecem gostar da ideia de ter o wrestler Mark William Calaway, conhecido como The Undertaker, no videoclipe da música também intitulada "The Undertaker". A faixa foi divulgada como single de "Too Mean To Die", novo álbum do Accept, que chega ao público no próximo dia 15 de janeiro.
"O segundo comentário com mais curtidas no clipe de 'The Undertaker' no YouTube diz o seguinte: 'Todos concordamos que o wrestler The Undertaker deveria ter aparecido nesse clipe'. Sei que a música não fala sobre o lutador, mas que teria sido engraçado, teria", aponta o jornalista. Wolf Hoffmann, então, comentou: "Quem sabe. O problema é que eu nunca tinha ouvido falar desse cara (risos)".
Após o entrevistador citar que The Undertaker é um dos wrestlers mais famosos de todos os tempos, o guitarrista respondeu: "Sim, agora eu sei, mas só porque me disseram, pois nunca gostei de luta livre. O que é curioso, já que tivemos uma música ('Balls to the Wall') na trilha sonora de um filme sobre um lutador de luta livre".
O filme em questão é "O Lutador" (2008), protagonizado por Mickey Rourke. Foi citada, então, uma fala em que o personagem de Rourke descreve os anos 1990, musicalmente, como "uma m*rda" - um pensamento apoiado por Hoffmann.
"Ô se foram! Digo, foram para a maioria das bandas de metal e certamente foram para o Accept. Foi uma época esquisita na qual ninguém queria saber do bom e velho heavy tradicional e todas as bandas saíram em busca de um novo direcionamento. Falhamos miseravelmente ao tentar encontrar um novo som ou uma nova identidade com álbuns menos produzidos. Fizemos várias tentativas e nenhuma delas deu particularmente certo. Então, me sinto à vontade para afirmar que os anos 90 foram uma m*rda, sim. Nunca deviam ter existido, mas infelizmente existiram", disse.
Em outro momento do bate-papo, Wolf citou que "Too Mean To Die" foi parcialmente gravado à distância, já que estava sendo produzido em meio à pandemia do novo coronavírus. "Gravamos a primeira metade das músicas do jeito tradicional, todos juntos num estúdio em Nashville, incluindo nosso produtor, Andy Sneap. Mas a segunda metade teve de ser gravada sem a presença dele, que acompanhava os trabalhos em tempo real pela Internet. Fora do comum, mas acabou dando certo", afirmou.
A entrevista completa com Wolf Hoffmann pode ser lida no site do jornalista Marcelo Vieira.
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