Metallica: "Éramos muito esnobes e detonamos", relembra Jason sobre o "Black Album"
Por Emanuel Seagal
Postado em 03 de setembro de 2021
Jason Newsted, ex-baixista do Metallica, falou à Kerrang sobre o enorme sucesso do "Black Album", do Metallica.
"Trinta anos depois, quantas milhares de bandas de todas as línguas, formas, cores e dialetos foram influenciadas pelo que fizemos? O AC/DC e o Iron Maiden derrubaram os muros, levando essa música a lugares que ela nunca tinha chegado. Isso nos deu a chance e nós detonamos.", afirmou Jason.
O baixista admitiu ter ficado receioso quando Bob Rock, produtor do Motley Crue foi sugerido para produzir o quinto álbum da banda, após três colaborações de sucesso com Flemming Rasmussen, nos discos "Ride The Lightning", "Master of Puppets" e "...And Justice For All".
"Esses planetas iriam colidir ou se alinhar? '...And Justice For All' vendeu muitos discos, nós nos saímos muito bem na turnê, então todos nós provavelmente nos tornamos multimilionários em 19 ou 20 meses. Então, estamos chegando como essas pessoas super esnobes, arrogantes e cheias de si. Mas ele é ele e já tem seu pedigree também. Há muitos que podem dizer: 'Eu posso fazer soar assim' e 'Você vai ser o próximo grande sucesso', mas há poucas pessoas que conseguem realmente fazer isso."
Segundo Jason Newsted, a faixa "Nothing Else Matters", que é criticada por fãs como prova de que o Metallica tenha ficado "suave", serviu como o porta de entrada para um grande número de novos fãs.
"Aquela música suave derruba todas as paredes para que 'Battery' e 'Fight Fire With Fire' cheguem até essas pessoas. Sem a música suave, isso tudo poderia ter acontecido? Sem a música suave, estaríamos falando sobre a relevância de tudo isso agora? Sem a música suave, teríamos sido capazes de levar o 'RAARGH!' para o mundo da maneira que fizemos?", questionou ele.
Segundo ele a banda não pensava "qual será a reação negativa disso?" mas sim "o que podemos realizar agora?".
"Eu lembro de olhar uma National Geographic e tinha um cara no meio de um campo de arroz no Vietnam com uma camiseta do Metallica. Como diabos eu poderia prever que nossa música chegaria até esse cara assim como a música dos nossos heróis chegaram até nós? Como eu, aos oito anos de idade, podia curtir Parliament e Funkadelic sendo um garoto branco como a neve no meio de uma fazenda em Michigan? Como isso acontece?"
Confira a matéria na íntegra na Kerrang.
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