Metallica: psicoterapeuta diz que treta de Lars e James foi assustadora, mas necessária
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de novembro de 2021
O início dos anos 2000 foi um período conturbado para o Metallica. Além da demissão do baixista Jason Newsted, o grupo interrompeu as gravações de seu oitavo álbum de estúdio ("St. Anger"), por conta de James Hetfield, que foi cuidar de seus problemas com o álcool.
A situação, que deixou o baterista Lars Ulrich furioso, foi um dos temas abordados pelo jornalista ao jornalista Paul Brannigan, durante entrevista com Phil Towle (ex-psicoterapeuta da banda), que teve um trecho publicado no site da revista Metal Hammer.
Segundo Phil, o clima pesado, que foi retratado no documentário "Some Kind Of Monster" (lançado em 2003), teve a ver com a espera por James Hetfield. "Esses caras estão esperando por James. Esperando, esperando, esperando... não apenas esperando, mas imaginando se James algum dia voltaria. Eles estavam com medo de que tudo tivesse acabado. Quando James voltou marchando e disse, ‘Não posso trabalhar entre certas horas e certas horas’, Lars ficou realmente puto. [Foi algo como] ‘Que porra é essa? Estamos esperando por você e você nos controla há 10 meses’. E Lars provavelmente sentiu que James os controlou por mais de 10 meses, certo? Portanto, esta foi a colisão de anos de frustração".
Towle afirmou que a revolta de Lars, apesar de assustadora, foi necessária (e teve motivos para ser colocada pra fora). "Lars não estava sendo um idiota, ele era apenas alguém que estava expressando a raiva reprimida que sentia. E James estava dizendo, ‘Olha gente, eu tenho que trabalhar com minha família, manter minha sobriedade e manter minha compostura’. Então aquela colisão foi assustadora, mas foi necessária".
Felizmente, a banda contornou os problemas, entrou nos eixos e conseguiu completar as gravações de "St. Anger", que foi lançado em junho de 2003.
O Metallica passará pelo Brasil em 2022. Confira na matéria abaixo as datas e os locais das apresentações.
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