Paul McCartney em 1967 analisando os principais singles lançados em fevereiro
Por André Garcia
Postado em 13 de março de 2022
A Melody Maker é uma das mais tradicionais publicações musicais que já existiu. E na década de 60 ela tinha uma seção chamada Blind Date (encontro às cegas, em livre tradução), onde um convidado ouvia alguns dos lançamentos de singles do mês sem ver a capa, e atacava de crítico musical fazendo sua análise.
Conforme resgatado pelo canal do YouTube Yesterday’s Papers, a edição de fevereiro de 1967 trouxe o baixista dos Beatles, Paul McCartney.
"So You Want To Be A Rock 'n' Roll Star" - The Byrds
The Byrds. Sei lá… eu acho que a essa altura eles já deveriam ter parado com esse estilo de guitarra de 12 cordas e esse tipo de harmonia. Eles tinham que sair dessa cena ou vão acabar ficando presos nela. David Crosby sabe o rumo que eles deveriam seguir, assim como Jim McGuinn. Eles sabem o que está rolando. Eles fizeram umas coisas legais em seus álbuns, mas isso é só a mesma coisa acelerada. David e Jim sabem que precisam se dedicar mais a suas músicas. Eu não consigo entender por que isso não está acontecendo. Eles só precisam se dedicar mais.
"I Can't Make It" - Small Faces
Isso é Spencer Davis Group? Ah, é o Small Faces. Soa completamente diferente para eles, e o vocal está mais suave e melhor. É uma boa música. Eu acho que o vocal soa melhor do que em "My Mind's Eye". O som tem um groove mais coeso. Legal, e vai ser um hit.
"I Can Hear the Grass Grow" - The Move
The Move. Eles são legais. É uma música legal. Eu não cheguei a ver eles ao vivo, mas ouço falar muito bem. Muito bom. Vai ser um hit.
"Never Ever" - The Action
Sim, é uma música bem legal, é um bom grupo, e eu não estou dizendo isso só porque George Martin produz. Eu achei bom e pode ser um hit.
"Darling Be Home Soon" - The Lovin' Spoonful
John Lennon? Ah não, é John Sebastian. Isso é daquele filme? Talvez a música do filme seja o lado b. A questão é que a voz dele é legal, mas o fundo musical é medíocre. Os Spoonful são bons o bastante para facilmente fazer esse arranjo eles mesmos, mas parece que teve pressão do estúdio para deixar mais com cara de filme. O final é a melhor parte.
"Epistle to Dippy" - Donovan
Ah, Donovan. Não é tão bom quanto "Mellow Yellow" ou "Sunshine Superman", na minha opinião. Muito boa a letra. Sem problemas aqui, já vendeu um milhão nos Estados Unidos. Eu acho que vai fazer um pouco menos de sucesso que as duas últimas. O melhor é que ele não tentou repetir elas, essa música é um som diferente de novo.
Eu gostei, mas ele deveria ter lançado como single a música que Julie Felix gravou, "Saturday Night". Ele ainda não trabalhou muito a sua versão no álbum. Eu acho que ele teria investido mais tempo nela se fosse lançada como single. Mas não importa o que ele grave, ele não para.
"I'll Try Anything" - Dusty Springfield
Dusty Springfield. Estou vendo que é uma música animada, deve agradar às paradas de sucesso. E é uma boa música, tem tudo pra ser um hit pelo mundo.
"Rain Rain Go Away" - Lee Dorsey
Lee Dorsey, né. Segue o mesmo estilo, e vai ser um hit. Às vezes me pergunto se ele vai gravar músicas que soam iguais a vida toda. Isso é perigoso. Mesmo assim, acho que ele ainda pode fazer algumas mais, porque ninguém mais está fazendo. Ele é o único. Não importa. O problema vai ser se ele fizer mais umas cinco, mas essa é boa.
"Cold Light of Day" - Gene Pitney
Não sou muito chegado na voz de Pitney. Eu já ouvi essa música centenas de vezes, mesmo nunca tendo ouvido ela antes. Parece todos as outras músicas com que Gene Pitney fecha seus shows. Não sou muito chegado. Sinceramente não sei dizer se vai fazer sucesso ou não.
"Tickle Me" - Alan Price Set
Quem é esse? É Alan Price? Aquele do urso que dança? Eu acho que vai ser um hit. É ótimo que caras como Alan surgiram. É bem melhor que a época dos shows de variedades porque é mais moderno.
Fonte:
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