A resposta de Bruno Sutter para quem diz que Massacration tirou espaço de bandas sérias
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de março de 2022
Fenômeno do heavy metal nacional, a banda Massacration ficou conhecida pelo humor de suas músicas. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, o vocalista Bruno Sutter, que na banda assumia o papel de Detonator, comentou sobre como foi o processo de formação do grupo e disse que já nessa época tinham reações negativas, mas isso aumentou após a gravação do primeiro álbum.
"Teve reação negativa. O pessoal entendeu perfeitamente a proposta, mas o problema surgiu quando veio o convite para gravar um disco. Começamos em 2002 e todos achavam engraçado. Um dia, fizemos uma participação no aniversário do João Gordo. Ele adorou a gente na MTV. Chamamos um baterista e fizemos o show. O Igor Cavalera, que era batera do Sepultura na época, estava nesse evento. Ele viu e pirou! Fez o convite para nós abrirmos todos os shows do Sepultura no Brasil, mas a condição é que ele queria ser o baterista! (risos). Ele ia antes, passava o som, na hora do show botava uma máscara e cobria as tatuagens. Era misterioso, não entregamos a identidade", disse.
Na mesma ocasião, Bruno Sutter aproveitou para explicar que, em sua visão, o Massacration nunca tirou espaço de ninguém, pois construiu seu próprio lugar, com um som original que era inédito até então no Brasil.
"Nessa época, já tinha gente no show com cara de bunda dando o dedo. Eram aqueles headbangers radicais. Então, fizemos um show no Abril Pro Rock, que era gigantesco. Quando acabou o show, o presidente da gravadora Deck, João Augusto, falou que nós precisávamos gravar um disco. Então, gravamos! Aí começou a pipocar aquela velha frase de que estávamos de palhaçada e tirando espaço de bandas sérias que estão batalhando por anos. Isso é um puta papo furado, porque o Massacration era uma ideia original, que ninguém nunca tinha feito no Brasil. Unir o heavy metal com humor. O Mamonas tinha feito em algumas músicas, mas nós fazíamos uma sátira específica ao metal. Não deixa de ser algo diferente. As bandas de metal que estão batalhando aí fazem coisas que todos já fazem. Parecido com Sepultura, Angra. Então, tivemos destaque. Claro que tínhamos a MTV por trás, mas a ideia era diferente. Por isso virou o que virou. Não estamos tirando espaço de ninguém e sim criamos nosso espaço. Na época, tínhamos o aval do Sepultura e do Andre Matos", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
brunosutter_facebook2
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
"Crucificados Pelo Sistema", disco icônico do punk nacional, é relançado com bônus
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
A brutalidade do Grave Digger em "Return of the Reaper"
Gene Simmons explica que o Kiss não tem mais autonomia para fazer o que quiser
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
A polêmica capa do Bon Jovi mudada por seu vocalista porque "seria um suicídio profissional!"
O guitarrista que Brian May achava ser louco e perigoso; "muito à frente de todos nós"
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
Soulfly já trabalha no próximo álbum de estúdio, revela Max Cavalera


Bruno Sutter compara Massacration e Crypta por motivo que deveria envergonhar o metal
Com argumentos, Bruno Sutter explica porque o Funk carioca é o Heavy Metal dos dias de hoje
A opinião de Rafael Bittencourt do Angra sobre o fenômeno do Massacration


