Quem foi o brasileiro a tocar a guitarra de três braços antes do Steve Vai?
Por Rodrigo Lamore
Postado em 24 de maio de 2022
Todo guitarrista e roqueiro conhece o Steve Vai. O músico excêntrico, carismático, com técnica e musicalidade incomparáveis, fama, sucesso; recebeu o "Honorary Doctor Of Music Degrees" da "Berklee College Of Music", faculdade de música que estudou em 1979; dono de uma carreira que pode ser considerada perfeita; iniciando sua trajetória como "aluno do Joe Satriani", e um membro da banda de outro artista excêntrico, Frank Zappa.
Essas são algumas das vantagens de quem nasce em países que se utilizam da cultura local como método de soft power (forma de dominação de um país por outro, através de meios não bélicos, como por exemplo através da cultura, arte e entretenimento), portanto fazendo com que a sua arte seja incentivada, divulgada, apoiada e exportada para todo o planeta, além é claro dentro do seu próprio país.
A principal marca registrada de Vai é a sua guitarra de 3 braços. Mas houve um brasileiro que primeiro tocou a tritarra antes dele. Quem era? Você sabe?
Jorge Amiden, cantor, músico, compositor, fundador das bandas O Terço e Karma apareceu em público em 1971 com a tritarra, a guitarra de 3 braços bem antes do Steve Vai. Mas como nós brasileiros temos mania de vira-lata, e dar ibope apenas pra quem é de fora, tanto o músico Jorge Amiden quanto as bandas que ele formou são poucos conhecidos entre os roqueiros tupiniquins. Mas a verdade é que Amiden é considerado o Syd Barret brasileiro, devido a sua criatividade e por ele ser uns dos primeiros a tocar rock progressivo e psicodélico aqui nas nossas terras (além de ter tido sequelas resultantes das viagens com ácido, assim como aconteceu com o Barret). Jorge Amiden também foi precursor daquilo que foi chamado de rock rural, estilo musical consagrado por Sá e Guarabira, Zé Rodrix, Kleiton e Kleidir entre outros.
Jorge Amiden foi mais um caso dentre tantos outros dentro do nosso país, que já virou corriqueiro: o artista sem apoio do poder público. Aqui no Brasil ainda se fala em "artista vagabundo", "mamadores da lei ruanê", e mais tantos outros absurdos, típicos de uma gente que tem orgulho da própria ignorância.
Dessa forma, temos que, a partir de oportunidades esparsas, como por exemplo, a internet, ir divulgando a tentando fazer justiça aos nossos artistas injustiçados e esquecidos, não por serem irrelevantes, ou algo parecido, mas sim, porque existe um projeto em andamento desde o início, de transformar tudo o que é brasileiro em algo sem importância e feio, transferindo a beleza apenas aquilo que é estrangeiro. Temos que fazer de forma individual e vagarosa a obrigação que deveria ser do Estado brasileiro: a valorização, financiamento e divulgação da cultura nacional.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
O momento em que Tony Iommi percebeu que Ozzy Osbourne tinha que sair do Black Sabbath
Nicko McBrain expõe o clima do Iron Maiden no show de adeus de Bruce Dickinson
Judas Priest e Pantera farão turnê juntos na América Latina, segundo Summa Inferno
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
A melhor música do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
Vocalista do Stone Temple Pilots e baterista do Evanescence trabalham em projeto
Scott Ian considera AC/DC com Bon Scott "a melhor banda de todos os tempos"
Deep Purple suspende restante da tour europeia após Ian Gillan ser hospitalizado

Como uma gravadora de sertanejo bancou o disco mais progressivo do Brasil


