Geddy Lee explica o enredo de "2112" comentando cada parte da música
Por André Garcia
Postado em 19 de maio de 2022
O Rush surgiu com seu álbum de estreia, autointitulado, lançado em 1974, apostando no hard rock. Em seu segundo trabalho, "Fly by Night" (1975), o som do trio se tornou mais elaborado, graças à entrada de Neil Peart. Naquele mesmo ano, eles embarcaram no rock progressivo com "Caress Of Steel", que desagradou aos fãs e aos críticos na época, e encalhou nas prateleiras, quase acabando com a banda.
A salvação do Rush foi o álbum seguinte, "2112" (1976), que arriscava ser o último se não fizesse sucesso. E sucesso ele fez, tanto de vendas quanto de público e até mesmo parte da crítica. Escrita pelo baterista Neil Peart, a faixa título, que em LP sozinha ocupa todo o lado a, tem 20 minutos de duração e é composta por sete partes. Além de ser uma das mais complexas que a banda já lançou, é uma das mais queridas dos fãs, e uma das que melhor representam o trabalho do trio.
Em 2016, comemorando os 40 anos de lançamento de "2112", o baixista Geddy Lee deu uma entrevista para a Music Radar. Nela, ele explicou a história contada pela faixa-título, comentando cada uma de suas partes:
I. "Overture" - 4:32
II. "Temples of Syrinx" - 2:13
III. "Discovery" - 3:29
IV. "Presentation" - 3:42
V. "Oracle: The Dream" - 2:00
VI. "Soliloquy" - 2:21
VII. "The Grand Finale" - 2:14
I. Overture
"Ela começa com "Overture", que, embora seja a primeira coisa que você ouve, foi a última parte escrita, assim como em qualquer abertura [na música] clássica. Nós queríamos [juntar] as principais linhas de cada uma das partes seguintes, e assim criar algo novo que representasse a coisa como um todo. Então é o começo de tudo…"
II. The Temples Of Syrinx
"Aí então vem 'The Temples Of Syrinx', que estabelece o enredo, porque '2112' fala sobre uma sociedade totalitária que controla tudo em sua vida — inclusive a música que você ouve. É isso que queríamos contar através dessa música. Essa [parte] apresenta a hierarquia desse mundo futurista onde estamos entrando."
III. Discovery
"'Discovery' é onde o herói da história encontra um artefato desconhecido numa caverna. É uma guitarra, algo que ele não conhece por não existir mais em seu tempo. Ele a pega e descobre que aquilo cria sons e permite fazer música. Até ali, todas as músicas que ele ouviu haviam sido impostas pelos governantes daquele mundo."
IV. Presentation
"A próxima parte é onde ele leva sua descoberta para o Templo, para mostrar aos senhores de seu mundo. Ele basicamente diz: 'Olha o que eu encontrei! Isso é algo incrível que permite que as pessoas criem sua própria música, agora elas não precisam mais ouvir o que vocês oferecem!' É claro que eles prendem o herói, porque aquilo não é permitido. Então ele fica arrasado e foge para longe."
V. Oracle: The Dream
"Nesse ponto, o herói está totalmente deprimido e desiludido com o mundo em que ele vive, então ele adormece e sonha com um mundo melhor. Quando acorda, acontece uma batalha apocalíptica. Cabe ao ouvinte decidir se aquela sociedade foi libertada ou…"
VI. Soliloquy
"...se você for pessimista, pode acreditar que os governantes acabaram com a rebelião e reestabeleceram o controle. Nós deixamos em aberto, então cabe a cada um tirar sua própria conclusão. E é isso que o enredo diz, a música é a trilha sonora da história."
VII. Grand Finale
"Essa é a conclusão da história. Nós fizemos assim para que a pessoa virasse o disco e tivesse cinco músicas avulsas. Na época do vinil, era comum você buscar uma experiência diferente no lado b.
"['2112'] não foi a primeira vez que fizemos aquilo; já tínhamos feito no álbum anterior ['Caress Of Steel']. Então '2112' é tipo uma música de 20 minutos, dividida em sete partes, feita para dar variedade ao álbum, para que a experiência auditiva passasse a sensação de não ter sido uma coisa só."
Confira abaixo a música completa acompanhada de sua adaptação oficial para história em quadrinhos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
Ao lidar com problemas de saúde, Dee Snider admitiu fazer algo que rejeitou a vida inteira
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
"I Don't Care", do Megadeth, fala sobre alguém que Dave Mustaine admite ter implicância
Uma cantora brasileira no Arch Enemy? Post enigmático levanta indícios...
O que Max Cavalera deveria levar para tratar na terapia, segundo Andreas Kisser
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A melhor e a pior música de cada disco do Iron Maiden, segundo o Heavy Consequence


A música épica do Rush que mexeu com a cabeça de Dave Mustaine
Substituir Neil Peart é impossível, segundo Mike Portnoy
As 10 "maiores" do Rush segundo Neil Peart, com as explicações dele
A condição de Geddy Lee para Rush voltar a compor e lançar músicas inéditas
Geddy Lee fala em material novo do Rush; "suspeito que alguma música vai acabar saindo"
Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
O desconhecido baterista que jamais será esquecido, segundo Neil Peart do Rush
A música do Rush que mudou a forma como Kirk Hammett toca guitarra
Guitarristas: E se os mestres esquecessem como se toca?
As influências de Humberto Gessinger, de Pink Floyd e Rush a punk e Iron Maiden


