O clássico que Legião Urbana compôs para se afastar de rótulo de banda de dois acordes
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de julho de 2022
Entre as músicas da discografia da Legião Urbana, existem aquelas mais simples no quesito harmonia, mas uma delas foi composta com objetivo de tentar se afastar desse rótulo de que seriam uma banda comercial e fraca na técnica.
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O assunto foi comentado por Júlio Ettore em seu canal no YouTube e na oportunidade o apresentador falou sobre outras curiosidades do hit "Andrea Doria".
"Essa música nasceu de uma brincadeira no estúdio. Eles fizeram um troca-troca. O Renato Russo foi para o baixo, o Dado foi para a bateria e o Bonfá foi para a guitarra. Eles estavam improvisando e o Bonfá tocou uma sequência de duas notas. Aí todos curtiram e começaram a criar em cima disso. Um dos objetivos dessa música era demonstrar que eles tinham competência musical e evitar o rótulo de que eram só uma banda para vender discos. Algumas músicas da Legião já tinham esse rótulo de ter apenas dois acordes. Já ‘Andrea Doria’, só na introdução, tem 16 acordes! Praticamente sem repetir. Ao mesmo tempo, o Renato Russo construiu um dos arranjos mais elaborados da banda no violão. Tinha um navio transatlântico italiano chamado SS Andrea Doria, que naufragou em 1956, indo para Nova York. Era um dos mais potentes e luxuosos, mas naufragou após bater em outro navio. Mais de 1,6 mil sobreviveram, mas 46 morreram. Esse nome, por sua vez, é inspirado no nome de um almirante de Gênova, que viveu entre 1466 e 1550. Mas a letra não descreve esse acidente. Segundo o Renato, essa música é tipo ‘Será’, fala sobre um jovem que quer mudar o mundo porque tudo está horrível. Ele coloca a questão da juventude e dos sonhos. No caso, a Andrea Doria é uma menina. É um diálogo com uma menina que era cheia de vida e alegria, mas está derrubada. Ou seja, é uma metáfora entre um navio que afundou e uma menina em situação decadente", disse.
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