The Doors: Produtor dizia que "Love Her Madly" era "ruim pra c*cete"
Por André Garcia
Postado em 02 de agosto de 2022
Em 1970, por mais que tivesse passado apenas três anos do lançamento de seu álbum de estreia, o The Doors já tinha vivido tanta coisa naquele tempo que ele parecia muito mais longo. O quarteto chegou ao topo das paradas, saiu na capa de todas as revistas e lotou as maiores casas de show do país. Mas, por outro lado, uma acusação de atentado ao pudor no palco por parte de Jim Morrison o arrastou para os tribunais, e a banda quase acabou em meio a cancelamentos e a péssima repercussão.
Doors - Mais Novidades
Em dezembro daquele ano Morrison e companhia retornaram ao estúdio para gravar "L. A. Woman" e tentar deixar tudo aquilo para trás. "Love Her Madly", uma das faixas de maior destaque, conforme publicado pela Ultimate Classic Rock, partiu do guitarrista Robby Krieger, como ele próprio contou.
"Eu topei com ela com um riff legal e alguns acordes de shuffle, e então 'Love Her Madly' começou a ganhar forma. Eu cheguei em nossa sala de ensaios no La Cienega e cantei a música. Era blueseira, uma coisa quase folk rock que Arthur Lee e Love poderiam ter feito. Ray Manzarek colocou um ótimo teclado tipo um cravo, e John Densmore acrescentou a bateria militar e o shuffle, então ela ficou com um toque latino. Era uma música fácil de ouvir, mas Jim [Morrison] adorou ela; ele gostava de interpretar."
Se "Love Her Madly" conseguiu agradar ao já desanimado de tudo vocalista, o produtor Paul Rothchild odiou a ponto de se demitir do projeto. "Tédio sem fim" e "ruim pra c*ralho" foram algumas das formas como ele definiu a faixa.
"Eu dizia aquilo para eles na esperança de que eles ficassem com raiva o bastante para fazerem algo que prestasse", confessou Rothchild. "Eu dizia: 'Isso não é rock n roll! Isso é música para um coquetel num lounge! 'Love Her Madly' exatamente o tipo de música que eu me referia. Aquela foi a música que me fez abandonar o estúdio. Pode ter vendido um milhão de cópias, mas não significa nada para mim."
Com Paul Rothchild abandonando o barco, a banda decidiu auto produzir o disco em parceria com seu engenheiro de som de longa data Bruce Botnick. "Love Her Madly" não apenas foi lançada como segunda faixa de "L. A. Woman" como ainda foi seu primeiro single, que chegou a #11 nas paradas da Billboard.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



13 shows internacionais de rock e metal no Brasil em dezembro de 2025
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
A maior música do rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather
Nem Jimi Hendrix, nem Eric Clapton existiriam sem esse guitarrista, afirma John Mayer
Bruce Dickinson relembra, com franqueza, quando foi abandonado pelos fãs
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
As cinco melhores bandas brasileiras da história, segundo Regis Tadeu
Com nova turnê, Guns N' Roses quebrará marca de 50 apresentações no Brasil
A maior canção já escrita de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O "maior" álbum do Led Zeppelin, de acordo com Jimmy Page; "Não há dúvida disso"
Jerry Cantrell afirma que há uma banda grunge que não lançou nenhuma música ruim
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
John Bush não se arrepende de ter recusado proposta do Metallica
The Cult ganha cover brasileiro; veja o clipe de "Brother Wolf, Sister Moon"
A banda que foi "os Beatles" da geração de Seattle, segundo Eddie Vedder

A marcante música dos Doors que começou folk, ganhou sotaque latino e virou criação coletiva
O Jim Morrison que Roger McGuinn viu de perto, longe do mito do "Rei Lagarto"
"Estúpidos de doer"; a adorada banda que, para Lou Reed, concentrava tudo que ele odiava
As 20 piores cinebiografias da história na opinião da Classic Rock
Listed: TV americana elege os maiores bad boys da música


