Quando Frank Zappa inventou o streaming, mas nenhuma gravadora se interessou
Por Bruce William
Postado em 26 de setembro de 2022
Uma interessante matéria de autoria de Leonado Rodrigues e publicada no UOL relata a ocasião, lá no começo dos anos oitenta, em que Frank Zappa comprovou mais uma vez ser um visionário, ao propor um sistema de se ouvir música que hoje conhecemos como streaming.
Frank Zappa - Mais Novidades
Resumindo ao máximo o texto de Leonardo, que explica com detalhes a história, o que aconteceu é que Zappa estava incomodado com os altos custos dos CD players na época, algo que para ele deixava claro que seria impossível a popularização do formato, que havia chegado para diminuir os custos de envio e dos processo de controle de qualidade dos LPs. "A comercialização de discos como existe hoje é um processo estúpido que se preocupa essencialmente com a movimentação de pedaços de plástico, envoltos em pedaços de papelão, de um local para outro", disse Zappa, que era entusiasta da tecnologia e não mantinha apego por qualquer suporte musical.
Considerando ainda fatores como pirataria e o descaso de gravadoras com seu catálogo, Zappa, falecido em dezembro de 1993, então imaginou a possibilidade de se criar um local que seria um repositório de músicas que ficaria disponível por telefone ou TV a cabo que fossem compatíveis com algum eletrodoméstico para serem acessadas. Sim, é exatamente o que temos hoje em dia com os streamings.
A matéria de Leonardo informa que, dentre outras coisas, na proposta de Zappa enviada para executivos de gravadoras que sequer se manifestaram sobre o assunto, ele sugeria uma espécie de modelo de assinatura para oferecer facilidades a quem se dispusesse a pagar mais, a possibilidade de serem filtrados os conteúdos conforme a "categoria de interesses" dos usuários e argumentava ainda que a popularização do formato a um custo reduzido ajudaria no combate à pirataria, já que ele estaria disponível 24 horas por dia para todos, o que reduziria drasticamente o interesse em distribuição ilegal de material. "A maioria dos dispositivos de hardware já estão, enquanto você lê isso, disponíveis nas prateleiras de loja, apenas esperando para serem conectados uns aos outros para acabar com a indústria fonográfica como a conhecemos agora", disse Zappa, de forma profética.
Leia o texto completo com muito mais detalhes no UOL.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
Aerosmith anuncia dois shows em Hollywood com uma série de convidados
Último álbum do Black Sabbath não rolou por conta de Bill Ward, diz produtor
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
Iron Maiden e Megadeth juntos na América do Sul? Eis o que Dave Mustaine diz
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
A música gravada pelo Slayer que Kerry King odeia
Responsável pela mixagem de "...And Justice for All" considerou "estúpido" limar o baixo
Quando Keith Richards se apaixonou por uma música - e pela vocalista que a cantava
O disco do Genesis que fez uma paródia dos Beatles, mas quase ninguém entendeu a piada
A "banda country" com quem Bruce Dickinson excursionou pela Europa


Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
As 3 maiores obras-primas de Frank Zappa na opinião do próprio Frank Zappa
A gravação erótica plantada pela polícia que levou Frank Zappa à prisão
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
As únicas três canções dos Beatles que Frank Zappa curtia; "apenas um bom grupo comercial"
Mike Portnoy: Um santuário na perna para seus artistas favoritos


