O que Ritchie Blackmore não gosta nas novas bandas do rock
Por Emanuel Seagal
Postado em 18 de novembro de 2022
Em 1997, alguns anos após deixar o Deep Purple pela segunda vez, Ritchie Blackmore decidiu seguir sua paixão pela música renascentista e formou o Blackmore's Night, com sua esposa Candice.
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Em entrevista realizada pelo Long Island Weekly, o guitarrista falou sobre a composição de "Nature's Light", o décimo primeiro álbum da dupla, e o que pensa das novas bandas de rock.
O disco, lançado em março de 2021, foi gravado antes da pandemia do coronavírus atingir o mundo, em um período difícil para ambos. Na época, o pai de Candice foi diagnosticado com câncer e faleceu um ano depois, enquanto Blackmore perdeu seu irmão, Paul, o baterista e amigo de infância Jimmy "Tornado" Evans, e seu gato Stomper, companheiro por 16 anos.
"Em 2018, quando entramos em estúdio e chamamos nosso produtor para gravar essas músicas em Los Angeles, foi um ano sombrio e difícil para nós. As pessoas mais próximas de nós se foram, e ficamos com estes grandes vazios em nossas almas. Antes de começarmos a gravar, eu sabia que estava em um momento em que não sentia vontade de cantar. Eu estava em luto e me sentia vazia. Não me sentia criativa, feliz e capaz de cantar ou compor", relembrou Candice.
A cantora eventualmente decidiu superar a tristeza transformando o sentimento em algo que ela pudesse compor a respeito, e sua experiência com o pai inspirou a criação da faixa "Feather In The Wind" "Foi bastante catártico passar por todas essas emoções. Enquanto isso, no final deste processo a pandemia chegou", acrescentou a cantora.
Ritchie Blackmore comentou em outro ponto da entrevista sobre a forma contemporânea das bandas gravarem. "Não estou realmente interessado neste approach moderno com instrumentos modernos. Usamos sintetizadores em certas coisas, mas eles estão ali para nos ajudar a ver como progrediremos com os outros instrumentos. Se trata de voltar ao básico, com música simples. A melodia é bastante importante para mim. É algo importante. É por isso que, mesmo no Deep Purple, próximo do fim, antes de eu sair da banda, nossa música era meio monofônica. Não havia muita melodia e se eu não consigo ouvir melodia, eu não consigo ficar inspirado. Vejo muito isso com bandas de hard rock hoje em dia — não o death metal, ou seja lá o que for — a melodia certamente não está lá, e não consigo ter interesse nisso."
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