O fantástico show do Queen que todos amam, mas Brian May acha que foi mais ou menos
Por Bruce William
Postado em 18 de janeiro de 2023
Sim, antes de abrir a nota você já sabia que a gente está falando do lendário concerto do Queen no Live Aid em 13 de julho de 1985, retratado na cinebiografia "Bohemian Rhapsody" e que é considerado por muitos como "o maior show de Rock já realizado". Então, qual é o ponto da autocrítica de Brian?
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O guitarrista diz que reconhece e agradece imensamente a quantidade de elogios que a banda recebeu, mas ele conta que ao final do show, ele deixou o palco se sentindo nervoso pois achava que aquela havia sido uma das apresentações mais fracas da banda. "Não fomos lá (para roubar o show). Fomos lá dar o melhor de nós... e quando deixei (o palco) não imaginei que tivesse sido o nosso melhor desempenho ou algo assim", disse para a Total Guitar. "(Na verdade) eu tinha consciência que nossa performance foi mais ou menos. O final de 'Hammer to Fall' foi muito questionável", explica.
"Hammer to Fall" foi a terceira música tocada pela banda no seu curto setlist de apenas vinte minutos. Além dela, foram executadas, na seguinte ordem: "Bohemian Rhapsody", "Radio Ga Ga", "Ay-Oh!", "Hammer to Fall", "Crazy Little Thing Called Love", "We Will Rock You", "We Are The Champions" e "Is This the World We Created...?".
Brian reconhece que o principal motivo para a performance ter entrado para a história foi o carisma do vocalista Freddie Mercury. "Ninguém se importava (com os erros) pois a adrenalina que fluía de Freddie era magnífica. Quando você o observa hoje, ele passa a impressão que tinha muita confiança no que fazia. E ele tinha... ele sabia que podia conduzir a plateia para o seu lado, e isto apesar do público não ter comprado ingresso para nos ver. Quando começaram as vendas, nosso nome não tinha sido anunciado, foi um passo no escuro dos que compraram ingressos", comenta Brian. "Mas eu acho que Freddie nunca teve dúvidas de sua capacidade", finaliza o guitarrista.
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