Neil Young revela qual ele considera seu pior álbum
Por André Garcia
Postado em 03 de janeiro de 2023
Geralmente, qualquer carreira com décadas de duração possui seus pontos baixos. Foi assim com alguns dos maiores gigantes do rock, como AC/DC, Rolling Stones e Iron Maiden. E com Neil Young não foi diferente.
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Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista de 1987 para Dave Ferrin na rádio britânica, o canadense confessou qual é seu trabalho de que menos gosta:
"Meu álbum menos favorito é 'Time Fades Away'. Considero o pior disco que já lancei, mas, como um documentário do que eu estava passando na época, foi um grande disco. Lá estava eu no palco, tocando todas aquelas músicas que ninguém conhecia, gravando elas, e não estava com a banda certa. Aquela foi uma turnê desconfortável, era para ter sido algo grande — 'Harvest' tinha acabado de sair, e me agendaram 90 cidade. Eu me senti como um produto, e estava com aquela banda de astros da música que nem olhavam um para o outro. Aquilo foi uma piada total."
Em 1999, para a revista Q, ele corroborou sua frustração com o álbum: "A turnê toda foi uma experiência nervosa, não foi lá muito divertido. Acabou virando um retrato daquela vibe. Não é algo que eu sinta muita vontade de ouvir, e, quando o faço, não fico impressionado."
Neil Young
Neil Young iniciou sua carreira no Canadá, sua terra natal, mas só experimentou o sucesso pela primeira vez ao mudar para os Estados Unidos. Ele foi membro do Buffalo Springfield, que emplacou o hit "For What It's Worth", mas após sua separação flopou em sua estreia como artista solo.
Entre 1969 e 70, ele virou a chave e afundou o pé no acelerador, emplacando três álbuns aclamados como obras-primas e que tiveram grande êxito comercial: "Everybody Knows This Is Nowhere" (como líder do Crazy Horse), "Déjà Vu" (como membro do Crosby, Stills, Nash & Young) e "After the Gold Rush" (como artista solo).
Em 1972, após atingir seu auge com "Harvest", parecia que ele não tinha como dar errado. Entretanto, a ascensão ao status de astro fez com que ele se desiludisse com a superficialidade da fama. Ao rejeitar aquilo, em meados da década sofreu uma série de revezes em sua vida pessoal, que provocaram uma série de fracassos comerciais.
No final da década, ele ressurgiu mais pesado e cascudo que nunca com "Rust Never Sleeps" (1979). O álbum foi alavancado pelos hits gêmeos "My My, Hey Hey (Out of the Blue)" e "Hey Hey, My My (Into the Black)" — respectivamente, faixa de abertura e faixa de encerramento.
Ao longo da década de 80, voltou a amargar fracassos comerciais como resultados de suas batalhas criativas contra a gravadora. Seguindo em altos e baixos, tornou a brilhar com "Freedom" (1989) e "Harvest Moon" (1992).
Na ativa até hoje, Neil Young segue defendendo aquilo que acredita e lançando álbuns — tanto de material novo quanto de gravações antigas. Como sempre, ele segue fazendo o que bem entende, e sempre vale a pena ficar de olho. Afinal de contas, quando menos se espera, ele aparece com uma nova joia.
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