Dimebag Darrell relembrou como seu pai o ensinou a tocar guitarra
Por André Garcia
Postado em 14 de fevereiro de 2023
Lançado em 1990, o álbum "Cowboys From Hell" levou o Pantera à primeira prateleira do heavy metal. Rapidamente conquistando uma legião de fãs, a banda consolidou seu sucesso dois anos depois, com "Vulgar Display of Power".
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Enquanto promovia o álbum, o guitarrista Dimebag Darrell curtia o status de rockstar quando deu uma entrevista para o jornalista Pete Brown — disponível no YouTube pelo canal The Tapes Archive. Entre outras coisas, o guitar hero recordou os tempos que ele era incentivado a tocar guitarra pelo pai.
"Eu conheço a escala maior, a menor e a escala pentatônica de blues — isso é o mais longe e profundo que cheguei. Há dois dias comprei um livro de escalas, e peguei para aprender todas aquelas cinco posições da escala de fá maior, ou algo assim. Só para sentir que estava cavando um pouco, porque eu não sou nada ligado em teoria musical. Eu fiz uma ou duas aulas com um cara. O único cara que eu realmente acho que me ensinou alguma coisa foi meu pai. Ele é um músico muito lapidado, toca violão muito fluído, toca guitarra.... Ele toca qualquer coisa de rock a country, e está sempre fazendo as próprias músicas. Às vezes eu chego em casa e ele está tocando teclado; eu fico, tipo, 'Ué, que p*rra é essa?' Ele jamais tentou me impor um estilo ou algo assim."
"Quando eu mostrei a ele que tinha aprendido a tocar 'Smoke on the Water', fazia só o riff na corda mi. Aí ele me falou 'Aí, se liga nisso aqui, o nome é acorde'. Ele tocou e eu fiquei, tipo, 'Meu Deus do Céu!' Eu senti [que o riff ficou] 20 milhões de vezes melhor com aquilo. Depois eu fiquei querendo fazer aquilo. Fiquei muito interessados nos aspectos [técnicos] de tocar guitarra. Eu ia para a casa do meu pai domingo de noite, para ficar até ir para a escola segunda de manhã, botava músicas como 'Cocaine', de Eric Clapton, botava Van Halen — com quem ele tinha problema, ele dizia 'C*cete, esse cara usa reverb demais, meu filho'. Com aquela sonoridade na guitarra, ele poderia tocar qualquer coisa e soar como Deus!"
"Foi então que comecei a me ligar em timbre e essas coisas. Ele me mostrava 10 músicas diferentes em 10 domingos diferentes, e eu comecei a tirar elas. Ele me dizia 'Você está prestando atenção em como estou fazendo isso?' Eu estava ouvindo, tentando identificar os acordes, depois ele me explicava da melhor forma que podia. A partir dali eu aprendia sozinho."
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