Kerry King pensou em parar de tocar por causa do sucesso avassalador de outra banda
Por Bruce William
Postado em 06 de abril de 2023
Formado em 1994 na Flórida, o Limp Bizkit é composto por Fred Durst nos vocais, Wes Borland na guitarra, Sam Rivers no baixo, John Otto na bateria e DJ Lethal no toca-discos. A banda é conhecida por sua sonoridade que combina elementos de rock, rap, metal e funk, além das letras polêmicas e provocativas de Fred Durst.
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Durante os anos noventa, o Limp Bizkit se tornou uma das maiores bandas do movimento nu-metal, ao lado de nomes como Korn e Linkin Park. O álbum "Significant Other", de 1999, foi um grande sucesso, contando com hits como "Nookie" e "Break Stuff". O grupo cultivou uma imagem controversa e agressiva, que combinava com a sonoridade pesada e letras provocadoras, tornando-se uma das bandas mais populares dos anos noventa.
Mas, ao mesmo tempo em que eram populares, também eram uma banda cercada de polêmicas. Uma delas aconteceu durante o festival de Woodstock em 1999, e que foi mostrada no documentário "Woodstock 99: Peace, Love, and Rage", exibido pela Netflix. A apresentação do grupo teve um papel importante no aumento da tensão entre os fãs e a organização do festival. Algumas das controvérsias incluem o vocalista Fred Durst incentivando o público a quebrar as barreiras de segurança e subir ao palco, além da multidão atirando lama e outros objetos uns nos outros.
O nu-metal agressivo e inconsequente praticado pelo Limp Bizkit também irritava profundamente os headbangers mais tradicionais, ainda mais por ter se tornado algo tão popular. Um deles se manifestou publicamente: ninguém menos que Kerry King, do Slayer, que revelou durante entrevista com a uDiscover de 2017 destacada pelo Metal Injection que ele odiava tanto o Limp Bizkit e que aquele sucesso avassalador que estavam fazendo no final dos anos noventa fez com que ele pensasse em simplesmente abandonar tudo.
"Eu fiquei realmente cansado de tudo aquilo no final dos anos noventa. Não conseguia entender o porquê deles terem se tornado tão grandes. Aquilo me afetou - eu não queria mais fazer música. Pensei: 'Se este é o caminho que a música está tomando, então que se foda, estou fora, odeio isso'. Por esse motivo é que Jeff Hanneman escreveu boa parte do nosso álbum de 1998, 'Diabolus in Musica', que acabou soando bastante funky para mim'".
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