O maior desafio do "Vman" ao substituir Paul Gray, falecido baixista do Slipknot
Por Emanuel Seagal
Postado em 10 de maio de 2023
No ano de 2002 o Slipknot começou a colher os louros do seu segundo álbum, "Iowa", que atingiu grande sucesso mundial. Infelizmente em 2010 o baixista Paul Gray, um dos membros fundadores, faleceu, e alguns anos depois o baterista Joey Jordison deixou o grupo. Com o quinto álbum, ".5: The Gray Chapter", no horizonte, o grupo precisou encontrar novos membros, e para o baixo chamaram Alex "Vman" Venturella, que permance na banda até hoje. Em conversa com a revista Bass Player o músico relembrou sua entrada na banda e contou o maior desafio que encarou.

"O principal desafio que tive foi aprender como 'dar um show'. É um set de uma hora e quarenta minutos, então tive que aprender técnicas diferentes para bater cabeça e tocar. Meu dedo costumava doer, pois eu tocava muito forte", relembrou o "Vman". "Agora eu toco com mais controle e menos agressividade. Percebi estar doendo então tinha que tocar algumas notas com menos força, e nosso técnico percebeu. Eu estava tocando bem, mas tive que achar uma forma de voltar ao nível que eu tocava antes. Então estou sempre no lado mais técnico."
Apesar de ocupar a vaga de um membro importante na banda, a banda deixou Alex confortável para tocar da forma que quisesse e com qual baixo desejasse, sem a necessidade de replicar o que Paul fazia. O músico tinha uma carreira trabalhando com bandas como Coheed & Cambria e Mastodon, então não se sentiu intimidado com a responsabilidade. "Se eu tivesse conseguido esse trabalho como um garoto aleatório que não conhecia ninguém, seria bem desafiador, mas fiz tanta coisa e conheço tantas pessoas que quando tocamos em um festival eu posso ir em qualquer camarim e conheço todo mundo. Eu estava na indústria, mas não era um baixista famoso ou de uma grande banda de metal, então não se trata de mim, mas de sete caras que passaram por muita merd* e precisavam de alguém para prestar serviço ao que o Paul fez", afirmou.
Em outro ponto da entrevista ele abordou como foi se adaptar a tocar de máscara. "Foi meio estranho no início, mas os LEDs tornam os cantos do baixo mais fáceis de ver! Às vezes quando estou batendo cabeça consigo ver os trastes do baixo e sei que estou tocando certo", concluiu.
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