A percepção de Hansi Kürsch, do Blind Guardian, sobre impacto do Sepultura e Angra
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de agosto de 2023
O Blind Guardian é uma das grandes bandas de power metal de todos os tempos e veio da Alemanha, país que detém o título de criador do movimento com o Helloween. Mas qual a percepção dele sobre a música pesada produzida no Brasil?
Angra - Mais Novidades
Em entrevista ao Heavy Talk, Hansi comentou sobre a importância de bandas brasileiras como o Sepultura (para a cena thrash metal) e o próprio Angra, que teria seguido os passos do Blind e Helloween.
"Eu acredito que o metal brasileiro sempre teve uma força intrínseca desde os primeiros momentos. O metal alemão pode ter emergido um pouco antes, mas é praticamente impossível imaginar o thrash metal sem levar em consideração o impacto do Sepultura. Além disso, é interessante notar nossa conexão direta com o Angra, uma relação que remonta aos anos 90. Lembro de ter assistido a alguns dos shows deles na Alemanha, e desenvolvemos uma amizade ao longo do tempo, inclusive com o empresário que costumava cuidar deles. Essas conexões têm um valor significativo para nós.
Uma conexão musical notável ocorre entre a cena do power metal brasileiro e alemão. Há uma sensação palpável de que o Angra seguiu a trilha deixada pelo Blind Guardian e Helloween. Eles conseguiram assimilar essa influência e adaptá-la de forma incrível à rica tapeçaria cultural brasileira. A sonoridade do Angra difere da nossa, principalmente por conta da incorporação de instrumentos étnicos e outros elementos únicos que eles trouxeram. Essa é a essência da música - expressar o espírito cultural de maneira autêntica".
Confira a entrevista completa abaixo.
Blind Guardian e o estilo de composição
Em outra ocasião, em entrevista a Gustavo Maiato, Hansi Kürsch comentou sobre o estilo de composição do Blind Guardian, que ora trata de assuntos fantásticos e ora fala sobre a realidade.
"Vem da mesma fonte, sabe? Porque sempre que busco inspiração de uma história específica, são minhas reflexões. Não é como se eu recontasse a história, entendeu? Eu até fiz isso nos primeiros álbuns, mas desde o ‘Imaginations From The Other Side', mudei essa abordagem na hora de escrever as letras.
Eu me valho de autores como Tolkien ou The Witcher, como no último álbum. Aí passo a me relacionar com a história e encontrar um caminho que se relacione com os personagens e tudo mais, mas também trago aspectos sobre o que essa história significa para mim. Mais do que a história em si.
Tenho minha interpretação, sabe? Encontro algumas ligações que possam se relacionar com minha vida ou com alguma filosofia que estou buscando. Você consegue achar essas ligações com os livros, mas se eu não te falar, ninguém saberia sobre o que estou cantando. No caso de ‘American Gods’, tem a história do Neil Gaiman, que é a inspiração para a música, mas tenho certeza que se eu retirasse esse termo da letra, ninguém saberia que é sobre isso! Ou seja, sempre é algo pessoal", concluiu.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
A banda que Axl Rose e Slash detestavam, cujo vocalista quase produziu o primeiro Guns N' Roses
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público
A banda clássica que inspirou o espírito do Black Label Society, diz Zakk Wylde
A reação de Robert Plant do Led Zeppelin ao ouvir Mark Tremonti cantando Frank Sinatra
O rockstar que revelou ser a próxima vítima do assassino de John Lennon
As bandas que Mick Jagger e Keith Richards não conseguiam suportar
Hansi Kürsch explica que não há diferença entre escrever letras pessoais e fantásticas
Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Kiko Loureiro parabeniza Rafael Bittencourt pelo aniversário; "irmão que a música me deu"
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
Por que hiato do Angra não foi pretexto para tirar Fabio Lione, segundo Felipe Andreoli
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Os 4 pilares do Angra que IA precisaria entender pra compor igual, segundo Marcelo Barbosa
Slash, tecnicamente, faz só um tipo de coisa na guitarra, diz Kiko Loureiro ao explicar postura


