Hansi Kürsch explica que não há diferença entre escrever letras pessoais e fantásticas
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de setembro de 2022
O Blind Guardian é famoso pelo catálogo repleto de músicas sobre histórias de fantasia, mas algumas são de caráter mais pessoal. Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, o vocalista Hansi Kürsch explicou por que não há tanta diferença assim entre esses dois modelos.
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"Vem da mesma fonte, sabe? Porque sempre que busco inspiração de uma história específica, são minhas reflexões. Não é como se eu recontasse a história, entendeu? Eu até fiz isso nos primeiros álbuns, mas desde o ‘Imaginations From The Other Side', mudei essa abordagem na hora de escrever as letras.
Eu me valho de autores como Tolkien ou The Witcher, como no último álbum. Aí passo a me relacionar com a história e encontrar um caminho que se relacione com os personagens e tudo mais, mas também trago aspectos sobre o que essa história significa para mim. Mais do que a história em si.
Tenho minha interpretação, sabe? Encontro algumas ligações que possam se relacionar com minha vida ou com alguma filosofia que estou buscando. Você consegue achar essas ligações com os livros, mas se eu não te falar, ninguém saberia sobre o que estou cantando. No caso de ‘American Gods’, tem a história do Neil Gaiman, que é a inspiração para a música, mas tenho certeza que se eu retirasse esse termo da letra, ninguém saberia que é sobre isso! Ou seja, sempre é algo pessoal", concluiu.
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