Com medo de apanhar na rua, Jim Morrison insistiu para mudar letra de música do The Doors
Por Bruce William
Postado em 15 de outubro de 2023
Jim Morrison, o lendário vocalista do The Doors, é frequentemente lembrado por sua personalidade carismática e poesia sombria, e também por sua atitude rebelde e seu desejo de desafiar as normas sociais, que acabaram gerando no artista um comportamento autodestrutivo. Morrison ficou conhecido por seus excessos com álcool e drogas, que frequentemente afetavam sua vida pessoal e profissional. Ele teve vários problemas legais devido a seu comportamento errático e desrespeito à autoridade.
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Mas ser rebelde e contestador não tem nada a ver com ser masoquista. Morrison não aceitaria qualquer ato de violência deliberado contra si sem um motivo de força maior. E isto incluía cantar uma música onde ele pedia para ser esmurrado, que foi o que aconteceu quando a banda estava gravando seu quarto álbum de estúdio, "The Soft Parade", de 1969, conforme relatou o tecladista Ray Manzarek à Ultimate Classic Rock em 2013.
"Robby escreveu a música, e ela originalmente se chamava 'Hit Me' ("Bata em mim"): 'Come on, come on, come on, hit me, babe'. E Morrison disse: 'Imagina que vou cantar 'bata em mim'". Robby, as pessoas vão me ver na rua e virão me bater! Elas irão cantar 'Come on, come on, come on, hit me', e me esmurrar!'"
De acordo com o Songfacts, Robby escreveu a letra baseado em brigas que teve com a namorada, e a letra original dizia "C'mon, hit me, I'm not afraid" ("Vamos lá, bata em mim, não tenho medo").
Então Krieger perguntou para Jim como ele gostaria que a letra fosse alterada, e o vocalista disse: "Bem, eu não quero apanhar... digo, se as pessoas vão fazer alguma coisa, eu quero que... espere, acho que entendi... eu quero que elas toquem em mim!"
E com isto a banda alterou o título e refrão para "Touch Me", canção bastante popular do The Doors e que também ficou marcada por trazer no arranjo naipes de metais e cordas. "Na música está o grande saxofonista de jazz de Los Angeles, Curtis Amy, que faz aquele solo fabuloso no final, então é por isso que ficou assim, nós unindo o jazz, música clássica e o The Doors, tudo junto!", disse Ray.
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