A sinceridade de Gustavo Di Padua ao refletir sobre sua performance no Guitar Idol
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de fevereiro de 2024
Gustavo Di Padua foi finalista do Guitar Idol de 2008, competição internacional de guitarra com etapa final em Londres. Em entrevista ao podcast de Mateus Sterling, o ex-guitarrista do Almah refletiu sobre sua performance na ocasião. Ele acabou não se consagrando vencedor, mas aprendeu importantes lições.

Confira a performance de Gustavo Di Padua no Guitar Idol.
"Foi a primeira vez que saí do Brasil para tocar, foi uma experiência única. Teve um impacto significativo em uma fase diferente da minha vida. Fiquei imensamente feliz por ter participado e tido a oportunidade de mostrar meu trabalho para o mundo naquela época. Receber um feedback tão positivo de pessoas importantes, com um profundo conhecimento musical, foi realmente gratificante.
Confesso que, naquele momento, não gostei tanto da minha performance. Estava lidando com muitos problemas pessoais e financeiros. Mesmo com esses desafios, nunca disse não a uma boa oportunidade. No entanto, percebo que, ao invés de enfrentar os problemas com força, eu acabava me enfraquecendo. Ao invés de utilizar esses desafios como uma fonte de fortalecimento, eu os encarava de uma maneira que acabava minando minha confiança.
Durante a performance, experimentei um momento em que estava tocando incrivelmente bem, mas, em certo ponto, cometi um erro e as coisas desandaram. Acredito que muitos músicos passam por situações semelhantes, onde o erro em um ponto específico pode afetar todo o desempenho.
Lembro-me de um episódio semelhante quando fui reprovado na prova de direção. Estava dirigindo confiante, recebi elogios no primeiro teste, mas, na segunda avaliação, fui reprovado sem uma explicação clara. Essa experiência foi frustrante e me impactou emocionalmente, de maneira semelhante à frustração que senti após uma apresentação difícil em 2008.
Falando sobre esse ano específico, foi um período desafiador para mim. Mesmo amando profundamente a música e vivendo por ela, enfrentei um fracasso considerável. Levei um tempo considerável para me recuperar e superar a sensação de fracasso. A música para mim não é apenas uma forma de aparecer ou tirar onda; é uma respiração, uma vivência profunda. Quando se tem uma oportunidade como essa, a vontade de dar o melhor de si é imensa".
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