O álbum do Iron Maiden com Bruce Dickinson que Paul Di'Anno achou incrível
Por Bruce William
Postado em 21 de outubro de 2024
Falecido nesta segunda-feira, 21 de outubro de 2024, aos 66 anos de idade, Paul Di'Anno entrou para a história do Metal como o primeiro vocalista do Iron Maiden, e ele teve um papel crucial nos dois primeiros álbuns da banda, "Iron Maiden" (1980) e "Killers" (1981). Sua voz crua e atitude agressiva derivada do Punk marcaram a primeira fase da banda, e essas gravações são comemoradas por capturar a essência de alguns dos elementos que ficariam marcados na banda no futuro.
Apesar de seu impacto musical, Di'Anno foi uma figura controversa, tanto dentro quanto fora do palco. Sua postura desafiadora e comportamento autodestrutivo acabaram resultando em sua saída da banda. Ao longo dos anos, uma série de declarações polêmicas fez com que ele se afastasse dos seus ex-colegas, com a reaproximação pública acontecendo apenas em 2022, quando Paul e Steve Harris se reencontraram na Croácia.
Já quanto a seu sucessor, Di'Anno sempre foi somente elogios. "Todo mundo acha que nós nos odiamos, o que é besteira (...). Mas nós nos conhecemos, obviamente, desde quando ele estava no Samson e tudo mais", disse Paul, que também comentou que Bruce Dickinson não tinha voz para substituí-lo pois seus estilos eram completamente diferentes, mas reconhecia, como é impossível de não reconhecer, o seu imenso talento: "Sim, eu já admiti que Bruce é melhor vocalista do Maiden do que eu (...) Meu sentimento é que eu jamais poderia ter deixado minha marca nos álbuns do Maiden que vieram depois de 'Iron Maiden' e 'Killers', porque a voz de Bruce é muito mais adequada para aquele material do que a minha voz jamais poderia ser (...) por mais que eu não consiga cantar as músicas do Bruce no Maiden, Bruce definitivamente não tem - e nunca teve - a voz para me substituir nos dois primeiros álbuns clássicos."
E durante conversa com a Brave Words naquele mesmo ano de 2022, ao ser perguntado como se sentia ao ver Bruce cantando suas músicas, Paul respondeu: "Está tudo bem. Bem, ah, são duas vozes diferentes, entende o que quero dizer? Ele lida muito bem, na verdade. Temos duas vozes diferentes. Parece um pouco estranho mas, você sabe, tá tudo bem"
Daí ao ser questionado sobre as recordações que ele tinha de quando havia sido demitido da banda, Paul responde com ironia, entre gargalhadas: "Fui demitido? Ninguém me contou isso!", e em seguida emenda: "O álbum 'The Number Of The Beast' é absolutamente incrível, eu amo aquele álbum. Saíram alguns álbuns excelentes naquele ano, com o Metallica e tudo mais, AC/DC, todos naquela época. Foi incrível, achei o álbum 'The Number Of The Beast' absolutamente fantástico. Gostei muito dele."
Mais adiante, ao ser perguntado sobre qual o item mais raro que ele possuía da banda, Paul disse: "Eu não tenho nada do que já fiz, tipo gravações ou qualquer coisa assim. Meu material atual, ou do Maiden, eu doei tudo. Até me livrei dos Discos de Ouro e Prata e essas coisas porque era melhor ir para a caridade. Porque, da forma como vejo as coisas, já estive lá, fiz aquilo, a porta está fechada, e é hora de seguir em frente."
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