O álbum do Pink Floyd considerado por David Gilmour um "erro meu" por ter zoado a discografia
Por André Garcia
Postado em 30 de novembro de 2024
Após lançar uma obra-prima bienalmente ao longo dos anos 70 — "Meddle" (1971), "The Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975), "Animals" (1977) e "The Wall" (1979) — o Pink Floyd na década seguinte viveu um inferno astral.
Além do flopado "The Final Cut" (1983), a saída de Roger Waters em 1985, anos de briga na justiça pelo nome da banda e o forçado "A Momentary Lapse of Reason" (1987). Foi só em meados dos anos 90 que, com "The Division Bell" (1994) e "Pulse" (1995), o Pink Floyd finalmente se redimiu e atingiu um nível alto o bastante para encerrar suas atividades por cima da carne seca — no auge, como Zinedine Zidane (e Kurt Cobain).

Por 20 anos "The Division Bell" foi um desfecho digno para uma das mais preciosas discografias do rock inglês. Até que em 2014 os fãs foram pegos de surpresa com o lançamento de "The Endless River". A expectativa era de se tratar de uma continuação do "The Division Bell", mas a realidade soava mais como um monte de demos antigas (e meio que era mesmo).
"The Endless River" foi um projeto em que o Pink Floyd trabalhou entre 1993 e 94, paralelamente ao "Division Bell". A ideia era retomar o mindset experimentalista que eles tinham no final dos anos 60 para gravar uma faixa de uma hora de duração (ou seja, um álbum inteiro!) chamada "The Big Spliff". Eles até chegaram a gravar, mas na hora de montar aquilo tudo, fazendo como o carteiro Jaiminho e preferindo evitar a fadiga. O projeto acabou engavetado, mas ganhou ares de homenagem após a morte do tecladista Richard Wright em 2008 — ele que foi o maior entusiasta do projeto.
O problema é que, os fãs mais hardcore que tinham interesse naquele capítulo obscuro da história da banda já tinha conseguido ouvir há anos por meio de bootlegs. Conforme publicado pela Far Out Magazine, eventualmente David Gilmour acabou lamentando o lançamento pela confusão que provocou.
"Muitos fãs queriam o material que fizemos naquela época, então pensamos em dar isso a eles. Meu erro, suponho eu, foi ter sido pressionado pela gravadora a lançar como um disco do Pink Floyd propriamente dito. Era para ter ficado claro o que ele era — nunca foi para ter sido a continuação do 'The Division Bell'... mas, você sabe como é: nunca é para tarde demais cair voltar a cair nessas armadilhas de novo."
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