RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

A canção dos Beatles que foi inspirada pela música negra dos EUA, segundo John Lennon

As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock

Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026

O álbum do Dream Theater que foi mais difícil compor as letras, segundo John Petrucci

O hit oitentista que Ronnie James Dio teria usado para escrever "Holy Diver"

Banda de black metal Uada lança cover para "Something in the Way", do Nirvana

A última banda de rock nacional que conseguiu influenciar crianças, segundo Jéssica Falchi

Dave Mustaine acredita que novo disco do Megadeth trará vida nova ao thrash metal

O nome do rock nacional que não colocaria o próprio álbum nem no Top 20 dos anos 1980

A banda que será a próxima revelação do stoner psicodélico, segundo André Barcinski

Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar

Tony Martin lamenta morte de artista que fez capa de álbum do Black Sabbath

John Petrucci relembra "You Not Me", música do Dream Theater escrita com Desmond Child

O ex-integrante do Megadeth com quem Dave Mustaine gostaria de ter mantido contato

Mike Portnoy lamenta a morte da atriz Catherine O'Hara


Stamp
Bangers Open Air

O hit do Ira! que Edgard Scandurra se arrependeu de escrever: "Metáforas infelizes"

Por
Postado em 22 de novembro de 2024

Durante participação no podcast MPB Bossa, Edgard Scandurra, guitarrista e um dos fundadores do Ira!, revisitou um dos momentos mais controversos de sua trajetória musical. A canção "Pobre Paulista", lançada em 1985 no disco "Mudança de Comportamento", foi alvo do músico, que reconheceu os erros da composição escrita na adolescência e o impacto negativo de suas palavras.

Ira! - Mais Novidades

Divulgação - Karina Zaratin
Divulgação - Karina Zaratin
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

"É muito triste ver uma música sendo taxada de preconceituosa, principalmente uma música que foi feita quando eu era adolescente, quando nem eu sabia direito o que eu estava querendo dizer com ela. Talvez o que seja importante dizer é que, apesar de muita gente criticar o politicamente correto, eu acho que é essencial você ter consciência do que está dizendo, porque corre o risco de atingir pessoas", comentou Scandurra.

O guitarrista explicou que, na época, a letra era um reflexo da rebeldia típica da juventude. "Quando escrevi aqueles versos, eu estava no universo do adolescente que eu era, e, na época, a ideia era mais atingir meus pais, os professores que eu não gostava, as pessoas mais velhas. Nunca fui um bom aluno, sabe? A coisa acabou tomando uma proporção preconceituosa, como se fosse algo extremamente bairrista em relação a São Paulo. Usei muitas metáforas infelizes para falar de pessoas sem citar nomes, e isso acabou atingindo gente que eu não queria atingir."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Scandurra também destacou a influência do movimento punk em sua visão na época. "Ao mesmo tempo, tinha aquela coisa punk dentro de mim, que achava legal ter uma polêmica. Por um momento, pensei: ‘Ah, tudo bem, minha consciência está tranquila, e essa polêmica pode ser boa.’ Mas não é boa. Não é bom ouvir alguém dizer: ‘Poxa, aquela letra que você fez é preconceituosa.’ Hoje, com 62 anos, com filhos e com toda uma vida, eu vejo que isso não faz sentido. Amo meu país, amo as pessoas, e não tem motivo para isso."

A banda decidiu não tocar mais a música há cerca de duas décadas, como explicou o guitarrista. "Quando começaram a levar a sério, decidi: ‘Não vamos mais tocar essa música.’ Acho que já faz mais de 20 anos que não tocamos ‘Pobre Paulista’. Não faz sentido insistir. Estamos em um momento de polarização. Tem pessoas que são preconceituosas e um público do rock que, infelizmente, é extremamente conservador. Mas eu faria outra letra hoje, com certeza, uma que passasse muito longe de qualquer interpretação equivocada que pudesse ser considerada preconceituosa."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Scandurra também contextualizou o ambiente musical da época em que a música foi escrita e gravada, ressaltando o contraste entre sua abordagem e o tratamento comum às canções que celebravam cidades brasileiras. "Naquela época, parecia que todas as músicas que falavam de cidades eram para enaltecer os lugares. Rio de Janeiro, Bahia... ‘Bahia que não me sai do pensamento’, ‘Rio de Janeiro, gosto de você’, ‘Minas Gerais...’ E eu, como punk, pensei: ‘Sou uma banda punk, vou falar de São Paulo de um jeito ruim.’ E aí escolhi mal as palavras."

Ao final da reflexão, o músico reconheceu que sua juventude e falta de experiência contribuíram para os erros. "Escrevi isso muito jovem. Acho que isso explica meu desconhecimento das coisas na época. A ideia de pagar um preço para ter uma música que gere interpretações erradas parecia fazer sentido, mas não faz. É um preço muito alto, e não vale a pena."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Hoje, Scandurra enxerga a importância de tratar com seriedade temas sociais e políticos. "Depois, quando comecei a entender melhor as diferenças sociais, a pobreza extrema de uma grande massa perto da riqueza de uma minoria, percebi que certas coisas não podem ser tratadas com leviandade. Há bandeiras muito importantes a serem levantadas no Brasil."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Dish Carpens


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
Mais matérias de Gustavo Maiato.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS