A banda nova que acendeu em Clown a discussão sobre futuros headliners do metal
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de dezembro de 2024
Shawn "Clown" Crahan, percussionista do Slipknot, manifestou preocupação com a falta de novos headliners capazes de liderar os principais festivais de hard rock e metal no futuro. Em entrevista ao NME (via Loudwire), o músico discutiu o cenário atual e criticou a ausência de bandas que se destaquem pela qualidade e originalidade.
A conversa surgiu em meio ao anúncio de que a banda Sleep Token será uma das atrações principais do Download Festival em 2025. Para Clown, essa decisão pode ser um risco, mas reflete os interesses do público. "Eles têm seu nicho e devem estar fazendo bem o negócio. O velho eu talvez criticasse isso, mas o novo eu, o verdadeiro eu, pensa: ‘Tudo depende dos fãs’. Os fãs dizem o que querem e os organizadores de festivais ouvem", afirmou.

Apesar das opiniões divididas entre os frequentadores do Download, o músico defendeu o trabalho árduo do grupo: "Se trabalham duro, como parece ser o caso, merecem tudo o que conquistam".
Ao longo da entrevista, Clown aprofundou sua análise sobre os desafios enfrentados pela nova geração de músicos. Para ele, o mercado sofre com a proliferação de bandas de baixa qualidade. "Existem tantas bandas horríveis que estão se tornando headliners do futuro. Não quer que eu comece a citar nomes, porque vamos acabar rindo", disse.
O músico atribuiu essa situação às mudanças tecnológicas e ao fácil acesso à indústria musical. "Estamos vendo as consequências do computador e de todo mundo poder entrar na música. Mas onde estão os que entraram e realmente fizeram acontecer? Todos precisam de validação agora."
Clown reforçou que seu ingresso no Slipknot foi motivado por determinação, não por aceitação nas redes sociais. "Não entrei em uma banda para ser validado. Eu mesmo me validei. Quando alguém dizia que eu precisava trabalhar mais, eu trabalhava muito mais. Não precisei de internet ou redes sociais para me legitimar."
Ao ser questionado sobre o papel dos organizadores na promoção de novos headliners, Clown enfatizou a importância de apostar nas poucas bandas talentosas que surgem. Ele citou o Bring Me the Horizon como exemplo de um grupo que conseguiu ocupar esse espaço. "Eles são uma grande banda e eu sou fã desde o começo. Eles estão fazendo coisas grandiosas, como liderar o Download, porque conseguem dar esse salto."
No entanto, o percussionista alertou: "Se não for com bandas assim, o que teremos? Um monte de bandas ruins que não vendem ingressos. Então, sim, os organizadores precisam correr riscos e impulsionar as boas bandas na direção certa."
Sleep Token e Bring me the Horizon: salvação?
Rob Halford, vocalista do Judas Priest e lenda do heavy metal, demonstrou atenção ao cenário atual do gênero. Em entrevista à rádio 93X, o músico britânico elogiou o grupo inglês Sleep Token pela originalidade e pela sonoridade difícil de ser rotulada. Halford chamou a banda de "intrigante" por suas variadas texturas e pela habilidade de explorar diferentes direções musicais.
"Há muita importância sendo dada ao Sleep Token. Eles são realmente curiosos no que lançam, com todas essas texturas diferentes. É muito difícil defini-los, e isso me intriga como músico", comentou Halford. Ele também destacou que, ao contrário de muitas bandas que seguem fórmulas específicas, o Sleep Token desafia convenções e se mantém imprevisível.
As declarações de Halford e as preocupações de Shawn Clown Crahan, do Slipknot, revelam um debate importante no universo do rock e do metal: o surgimento de novas bandas capazes de ocupar o posto de headliners nos grandes festivais. Crahan, como já dito em entrevistas recentes, manifestou ceticismo quanto à qualidade das novas gerações. Halford, por outro lado, parece mais otimista ao celebrar as apostas fora do comum, como o Sleep Token.
Já a banda britânica Bring Me the Horizon, citada como exemplo por Crahan, representa uma trajetória semelhante. O grupo, liderado por Oliver Sykes, rompeu barreiras e redefiniu sua sonoridade ao longo dos anos. Com álbuns como Suicide Season (2008) e Sempiternal (2013), o BMTH se afastou do deathcore inicial para adotar uma sonoridade mais acessível e inovadora. O sucesso se consolidou com That’s the Spirit (2015) e Amo (2019), este último alcançando o topo das paradas britânicas.
Com influências que vão do metal ao pop eletrônico, o BMTH provou que a reinvenção pode ser a chave para o futuro do gênero. Além disso, a banda abriu portas para artistas mais experimentais, como o Sleep Token, que compartilha essa disposição para explorar novas fronteiras.
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