A grosseria dos fãs do Slayer que fez Serj do SOAD perder controle: "Mandei acender luzes"
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de janeiro de 2025
Serj Tankian, vocalista do System of a Down, compartilhou em seu novo livro memórias sobre o período em que a banda abriu shows para o Slayer em 1998. A experiência, marcada por hostilidade de parte do público, destacou o comportamento agressivo de alguns fãs da banda principal.
No livro "Down With the System", transcrito pelo Ultimate Guitar, Tankian descreve a turnê como um "campo de treinamento do rock". Segundo ele, os fãs do Slayer eram conhecidos por sua devoção à banda e rejeição a outros artistas. Essa postura ficava evidente durante os shows, quando o System of a Down enfrentava um público hostil.
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"Quando subíamos ao palco, muitas vezes nos deparávamos com uma parede de braços cruzados e dedos do meio erguidos", escreveu Tankian. Ele destacou que a estética da banda, com seu visual excêntrico e performances intensas, contrastava com as expectativas do público tradicional do Slayer.
O vocalista também mencionou episódios marcados por comportamentos perturbadores. Ele relatou que uma minoria dos fãs do Slayer aparecia nos shows vestida com simbologia nazista. Em uma apresentação na Polônia, o System foi alvo de saudações nazistas e objetos arremessados.
"Em um momento, fui atingido no rosto por um bagel (obs: espécie de rosquinha) e perdi o controle", relembrou Tankian. Irritado, ele ordenou que as luzes do palco fossem direcionadas ao público para identificar o responsável e, em seguida, fez um discurso inflamado. "A plateia ficou em completo silêncio. Era possível ouvir um alfinete cair."
Como foi abrir para o Slayer, segundo Serj Tankian
Em outra ocasião, Serj Tankian, vocalista do System of a Down, refletiu sobre a experiência de abrir shows para o Slayer. Ele descreveu a turnê como um aprendizado intenso, comparando-a a um "campo de treinamento" para a banda, que ainda estava em seus primeiros anos de estrada.
"Você precisa saber como se abaixar, se proteger e controlar a audiência. Foi uma performance artística, realmente", afirmou. Segundo Tankian, lidar com um público hardcore, conhecido por sua devoção ao Slayer, exigia não apenas técnica, mas também presença de palco e resiliência.
Embora admire o metal, Tankian revelou sua relação peculiar com o gênero. "Eu amo metal, mas não mais do que outros tipos de música. Se fica muito pesado, chega a ser engraçado, como em filmes de terror exagerados", explicou.
Ele contou ainda um episódio curioso envolvendo a criação da música Bounce. A ideia inicial era escrever uma letra de metal pesado sobre pijamas, numa abordagem dadaísta. "Meus companheiros de banda olharam com desdém e disseram: 'Não, cara, você não vai nos fazer parecer assim'."
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