A lição que o System of a Down aprendeu ao abrir para o Slayer por um ano
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de julho de 2024
Em entrevista publicada pelo Ultimate Guitar, o vocalista Serj Tankian, do System of a Down, comentou sobre a experiência de abrir para o Slayer. Ele abordou outros assuntos também, como sua predileção por outros gêneros musicais além do metal.
"Sou um estranho em todos os aspectos da minha vida, politicamente, musicalmente... Entrando nesses palcos, sou um outsider em todos os sentidos. E tudo bem, porque eu fui capaz de trazer algo para a mesa por causa disso; porque eu não tinha as mesmas influências. Mesmo quando eu gritava, eu tentava cantar, e minhas melodias eram diferentes. Minhas palavras eram diferentes.
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Fizemos turnê abrindo para o Slayer por um ano, então você se mistura, aprende as lições. Foi como um campo de treinamento para nós. Você tinha esses fãs realmente hardcore que você sabe que usariam uma faca para fazer uma tatuagem do Slayer no braço. Você precisa saber como se abaixar e se proteger, gritar e berrar, usar sua autoridade e aprender a controlar uma audiência. Era mais uma performance artística, realmente. Mas eu amo metal. Não me entenda mal. Eu amo rock, eu amo metal, mas não necessariamente amo isso mais do que outros tipos de música. Eu amo outros tipos de música também.
Para mim, metal, se ficar muito pesado, fica tão engraçado. É como filmes de terror, certo? Se ficar muito louco, [se] for tão exagerado, eu começo a rir. E o mesmo acontece com o metal. Lembro-me de uma vez, quando escrevemos a música 'Bounce', as letras eram completamente diferentes. Eu queria escrever uma música de metal muito pesada sobre pijamas, pijamas de seda, que é totalmente dadaísta, como algo que Zappa faria.
Eu disse, 'Você pode imaginar escrever uma música realmente pesada sobre pijamas, como os pijamas do Dalai Lama e os pijamas de Elton John?' Você continua e isso se torna uma coisa engraçada. [Meus companheiros de banda] olharam para mim com desdém. Eles disseram: 'Não, cara, você não vai nos fazer parecer assim.' Então, sempre houve essa atitude de 'Não mexa com o metal'. Mas eu mexi o suficiente, sabe?"
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