A banda que simboliza a "morte do Rock brasileiro", de acordo com Júlio Ettore
Por Bruce William
Postado em 15 de janeiro de 2025
O debate sobre a morte do Rock brasileiro é algo que até hoje não saiu da pauta, e o jornalista Júlio Ettore traz reflexões sobre como o gênero, que já foi sinônimo de juventude e rebeldia, parece ter perdido relevância para as novas gerações. No vídeo que traz o título: "Ascensão e queda dos roqueiros no Brasil: A 'Geração Z' matou o Rock Nacional?", ele relembra épocas em que os lançamentos de bandas brasileiras eram aguardados com ansiedade, dominavam rádios e programas como o Disk MTV.
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Para Ettore, o Rock nacional foi moldado por crises políticas, lutas sociais e mudanças culturais, funcionando como reflexo dos desafios enfrentados pela juventude em cada momento histórico. Mas segundo ele, a Geração Z não se vê mais representada pelo Rock. Ele afirma que os jovens de hoje são "engajados em causas sociais e políticas, se preocupam com o meio ambiente, valorizam a inclusão e a igualdade, são hiperconectados, independentes e exigentes." Em sua visão, o Rock, com sua essência introspectiva e rebelde, não dialoga com essas prioridades contemporâneas, perdendo espaço para estilos musicais que oferecem uma conexão mais direta com essas demandas.
Ettore também destaca os desafios históricos enfrentados pelo Rock no Brasil, desde os anos 60, com a dificuldade de gravar e se estruturar, até os anos 2000, quando, segundo ele, "o rock vira escravo das vendas - ou vende ou cai fora." Mesmo com artistas como Rita Lee, Raul Seixas, Renato Russo e Cazuza superando barreiras e marcando gerações, ele argumenta que, ao longo do tempo, o gênero foi perdendo sua capacidade de se renovar.
"Mas por que será que ninguém deu sequência ao legado deles?, questiona Ettore, pontuando em seguida que é difícil citar uma banda ou cantor de Rock que consiga furar a bolha dos seus admiradores. "Será que o legado dos maiores roqueiros do país se perdeu? Alguns críticos consideram que os anos 2000 foram mortais para o Rock Brasileiro e que a ascensão de bandas alternativas e introspectivas destruíram a essência rebelde, que é a matéria-prima do Rock and Roll", diz Júlio.
"A banda que simbolizaria essa morte seriam os Los Hermanos, que possuem um exército de admiradores tão forte quanto seus haters", explica Júlio, dizendo ainda que nos dias de hoje, muitas bandas se limitam a copiar estilos do passado, "mas não conseguem transformar o legado do Rock Brasileiro em algo novo".
Apesar disso, Ettore acredita que o legado do Rock Nacional permanece vivo na memória e nos estádios lotados por bandas clássicas. No entanto, ele pondera que essas bandas "não vão durar para sempre" e que o desafio está em fazer o gênero se conectar novamente com as novas gerações. Sem essa renovação, o Rock Brasileiro corre o risco de se consolidar como uma memória gloriosa do passado, sem protagonismo no cenário musical contemporâneo.
Confira no player a seguir o vídeo de Júlio Ettore onde ele elabora todas essas questões com mais detalhes.
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