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Rock Nacional: Artistas e bandas que estrearam com álbuns estranhos

Por Jonathan Pires Fernandes
Postado em 09 de fevereiro de 2019

Sabe aquele álbum da discografia de um artista ou de uma banda que é estranho? Aquele que não está em sintonia com os demais? Nesta lista, mostrarei alguns artistas e bandas que produziram um desses álbuns em suas respectivas estreias no mercado fonográfico. Segue em ordem cronológica.

Roberto Carlos - Louco Por Você (1961)

Roberto Carlos é conhecido por ter sido o principal nome da Jovem Guarda nos anos 60, movimento que reuniu diversos artistas de pop/rock. Entretanto, o "rei" estreou com um álbum que não tem absolutamente nada de pop/rock. "Louco por você" tem o seu repertório composto por samba, bolero e bossa nova, gêneros que não se associam a quase nada do que Roberto produziria depois. O álbum foi um fracasso comercial e hoje chega a ser até desconsiderado na discografia. Apesar de ter sido remasterizado, é raro encontrá-lo nas lojas e um exemplar em vinil não custa menos que dois mil reais na internet. No disco seguinte, "Splish Splash" (1963), Roberto Carlos seguiria um caminho totalmente diferente em direção ao surf rock.

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Raul Seixas - Raulzito e Seus Panteras (1968)

Antes de lançar o seu disco de estréia solo, "Krig-ha Bandolo" (1973), Raul Seixas já tinha tentado se aventurar no mercado fonográfico com a banda Os Panteras, lançando este álbum cujo repertório não se associa a quase nada do que Raul Seixas tenha feito depois. Mesmo o "estranho" álbum "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista" (1971) - gravado junto com Miriam Batucada, Edy Star e Sérgio Sampaio - já dava amostras de uma das principais características de Raul: a mistura de rock com ritmos nordestinos. Porém, o repertório dos Panteras era um pop-rock na linha do Everly Brothers, bem diferente de coisas como "Mosca na Sopa", "Gita", "Aluga-se" ou "Metamorfose Ambulante". A título de curiosidade, o álbum possui uma versão de "Lucy in the sky with diamonds" (Você ainda pode sonhar) que fez um relativo sucesso tardio entre os fãs.

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Rita Lee - Build Up (1970)

A discografia de Rita Lee pode ser dividida em duas fases: a rockeira (1974-1979) e a pop/new wave (1980- atualmente). Porém, no meio dela, temos um disco bastante estranho lançado na época em que Rita Lee ainda fazia parte dos Mutantes: Build Up. De repertório totalmente irregular que misturava psicodelismo, pop frank-sinatriano e até tango, o disco soa mais como uma brincadeira de Rita Lee e do então marido Arnaldo Baptista, que assina junto com ela as composições. Paradoxalmente, a canção "José" fez um relativo sucesso, mas o destaque positivo fica por conta de "Eu vou me salvar". Rita Lee seguiria um caminho totalmente diferente a partir de "Atrás do Porto tem uma cidade", primeiro álbum verdadeiramente solo da cantora - já acompanhada da banda Tutty Frutty -, lembrando que "Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida" é na verdade um álbum dos Mutantes que só foi creditado à Rita Lee por conta de questões contratuais com a Polydor.

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Inocentes - Miséria e Fome (1983)

Inocentes é uma banda pragmática de punk rock clássico. E, como tal, seus discos soam mais ou menos parecidos, à maneira de bandas como Ramones, X e Undertones. Porém, em sua discografia também há um "álbum estranho" de hardcore punk: vocais acelerados, músicas de 1 min e meio no máximo e letras que beiram o anarcopunk. E esse álbum é nada mais nada menos que o disco de estréia: "Miséria e Fome", lançado em 1983. A duração inteira dele não chega nem a 20 min, lembrando qualquer álbum do Suicidal Tendencies ou do Ratos de Porão. Destaque para "Morte Nuclear", "Não diga não" e a canção-título. Posteriormente, o Inocentes mudaria completamente a sua formação, restando apenas Clemente - que toca baixo em "Miséria e Fome" - da formação original. Em Pânico em SP (1987), o baixista assume os vocais e a banda envereda para o punk clássico, abandonando o hardcore.

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Engenheiros do Hawaii - Longe Demais das Capitais (1986)

Quando o disco de estréia do Engenheiros foi lançado, as pessoas brincavam dizendo que a banda era Os Paralamas do Sucesso gaúcho. Afinal, nesse álbum, canções com influência pós-punk como "Nada a ver" e a canção-título são intercaladas por fraseados da reggae. Reza a lenda que o então baixista da banda, Marcelo Pitiz, era aficionado pelo gênero e que a sua saída explica a razão pela qual a banda parou de ser confundida com os Paralamas. Contudo, apesar de ser um álbum "estranho" na discografia, ele trouxe um dos maiores hits do Engenheiros: "Toda Forma de Poder". A partir do disco seguinte, "A Revolta dos Dândis" (1987), a banda de Gessinguer consagraria um estilo diferente do que é apresentado em "Longe Demais das Capitais".

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Los Hermanos - Los Hermanos (1999)

O primeiro álbum do Los Hermanos é uma mistura inusitada de ska, hardcore melódico e Weezer, como podemos notar em canções como "Tenha dó", "Aline" e "Descoberta". E é justamente por essa razão que ele é "estranho" na discografia da banda de Marcelo Camelo que, posteriormente, enveredaria para uma mistura de rock com mpb. Todavia, o álbum de estréia contém hits como "Primavera", "Quem sabe" e "Anna Júlia", essa última o maior hit da banda que é renegada pelo próprio grupo que já se recusou a tocá-la ao vivo.

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