O megahit que Roberto Carlos compôs após prima de Roger do Ultraje quebrar seu coração
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de janeiro de 2025
Poucos sabem que a canção "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", um dos maiores sucessos de Roberto Carlos, tem suas raízes em um romance marcante e, ao mesmo tempo, doloroso do início dos anos 1960. A revelação veio à tona em entrevista recente de Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor, ao podcast Papagaio Falante. O cantor relatou que a música foi composta por Roberto em um momento de profunda tristeza após o término de seu namoro com Magda Fonseca, prima de Roger.
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"Eu conheci o Roberto Carlos quando eu tinha 11 anos. Ele namorava minha prima Magda na época do ‘Splish, Splash’. Depois, nos anos 1980, gravamos um especial juntos e lembrei dessa história. Ele disse: ‘Poxa, Magdinha!’", contou Roger.
Magda, filha de um influente empresário da rádio, Alceu Nunes Fonseca, conheceu Roberto Carlos em 1961. Na época, o jovem cantor ainda dava os primeiros passos de sua carreira. O relacionamento, um dos mais duradouros do início da vida amorosa do Rei, enfrentou desafios com a crescente fama do artista e as decisões familiares de Magda.
Em 1963, Alceu Nunes decidiu enviar a filha para os Estados Unidos, argumentando que seria importante ela estudar inglês. A distância tornou-se um obstáculo insuperável para o casal. Roberto, consumido pela saudade e pelo vazio deixado pela ausência de Magda, começou a expressar suas emoções através da música. Foi neste contexto que surgiram composições como "A Volta" – dedicada à esperança de que Magda retornasse. Apesar disso, a música foi inicialmente gravada pela dupla Os Vips e só seria interpretada por Roberto quase quatro décadas depois.
No entanto, a angústia culminou na criação de "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno". Em um depoimento sobre o processo criativo da canção, Roberto Carlos confessou (via Blog do Roberto Carlos Braga): "Eu queria que tudo fosse realmente para o inferno. Para mim, o que importava era o amor, a saudade que eu sentia. Naquele momento, o resto do mundo pouco importava."
Décadas depois, Roger teve a oportunidade de reviver essa história com Roberto Carlos durante uma gravação especial. "Gravamos juntos e escolhemos justamente ‘Quero Que Vá Tudo Pro Inferno’. Ele não canta mais essa música, mas a história ficou", lembrou o vocalista do Ultraje a Rigor.
Confira a entrevista completa de Roger abaixo.
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