A idolatrada banda dos anos oitenta que Joey Ramone confessou odiar
Por Bruce William
Postado em 30 de março de 2025
A estética sombria, o visual peculiar e o som melancólico do The Cure marcaram toda uma geração nos anos 1980. Ao lado de nomes como Siouxsie and the Banshees e Joy Division, a banda britânica ajudou a consolidar o chamado pós-punk e mais tarde o rock gótico, embora Robert Smith não concorde muito com isso, apesar de, para muitos, ele e sua banda serem um marco da história da música, mas nem todo mundo compartilha dessa admiração.
Do outro lado do Atlântico, os Ramones estavam fazendo história de uma maneira completamente diferente. Riffs simples, diretos e acelerados davam o tom do punk nova-iorquino, com letras curtas, jaquetas de couro e refrões que ficavam na cabeça. A filosofia era clara: menos é mais. Foi assim que Joey Ramone se tornou símbolo de uma cena que prezava pela urgência e espontaneidade.

Mesmo com estilos e públicos diferentes, as duas bandas acabaram se tornando ícones de seus respectivos movimentos. No entanto, a admiração não era mútua. Durante uma participação no programa Ring My Bell (youtube), resgatada pela Far Out, Joey Ramone foi questionado por um fã sobre o que achava do The Cure, banda que na época já era considerada uma das mais influentes do Reino Unido.
A pergunta chegou por fax, como era comum naquele formato de programa nos anos 1990. A resposta de Joey foi tão seca quanto reveladora. Sem rodeios, ele apenas disse: "I hate The Cure". Nada além disso. Nenhum argumento, nenhuma justificativa. Só uma frase curta e definitiva, que nem precisa de tradução.
A declaração chamou atenção justamente pela falta de explicações. Mas conhecendo o gosto de Joey por músicas simples, cruas e diretas, dá para entender por que ele nunca teve muita paciência para os arranjos densos e existenciais do The Cure. E como todo bom punk raiz, ele preferia deixar claro o que pensava, doa a quem doer.
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