O clássico dos Ramones que teria sido escrito no porão da casa de Stephen King
Por Bruce William
Postado em 15 de fevereiro de 2026
Stephen King sempre foi fã declarado dos Ramones, citou a banda em "Pet Sematary" e, quando a adaptação para o cinema saiu do papel, o casamento parecia óbvio: chamar o grupo para fazer uma música inédita para o filme de 1989.
A faixa acabou sendo a própria "Pet Sematary", lançada como single e incluída no álbum "Brain Drain". No filme dirigido por Mary Lambert, a música entra nos créditos finais, e acabou virando uma daquelas canções de fase tardia que o público abraçou de verdade, inclusive em rádios e em shows daquele período.
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A lenda que grudou na música é boa demais para não ser repetida, e foi o que fez a Far Out: Stephen King teria recebido os Ramones (ou pelo menos parte da banda) e colocado o livro nas mãos de Dee Dee Ramone; o baixista teria "descido" para o porão e voltado cerca de uma hora depois com a letra de "Pet Sematary" escrita. A própria Rhino conta essa versão, mas já tira o dela da reta: "ou pelo menos é assim que a história é contada".
Só que aí entra a parte divertida (e meio constrangedora): o próprio King já desmentiu o cenário "jantar no porão" que Marky Ramone contou na autobiografia e repetiu em entrevistas. Na versão do escritor, eles nem foram à casa dele. Em uma entrevista publicada no Ultimate Classic Rock, King disse: "Nós não comemos na minha casa. Eles nunca estiveram na minha casa. Nós jantamos no Miller's Restaurant, o único restaurante chique em Bangor."
Mesmo com o desmentido, a história não morreu porque o próprio King meio que "deixou" ela viver. Ele comparou a situação ao espírito de "O Homem Que Matou o Fascínora" resumindo a filosofia da seguinte forma: quando verdade e lenda entram em conflito, publica-se a lenda. Ou seja: ele disse que é balela, mas também entendeu por que essa balela é irresistível.
E tem um motivo extra para a lenda persistir: existem relatos de bastidores que, mesmo sem "porão", reforçam o ponto principal: Dee Dee foi ágil e pescou a atmosfera do livro. Na história publicada pela TIDAL, o produtor Daniel Rey diz que Dee Dee comprou o romance e, poucas horas depois, deixou a letra gravada na secretária eletrônica dele; na mesma noite, Rey montou a música em cima das palavras e mandaram para a equipe do filme.
Seja como for, balela ou não, "Pet Sematary" é um daqueles casos em que cinema, literatura e rock se encontraram de um jeito natural. Se foi no porão do King, no restaurante chique de Bangor ou num telefone de Manhattan, pouco importa para a música, mas importa muito para o folclore. E Ramones com folclore sempre combina.
Histórias de Músicas - Ramones
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