5 álbuns que marcaram a vida de Michael Amott (Arch Enemy)
Por João Renato Alves
Postado em 29 de março de 2025
Aproveitando o recém-lançado "Blood Dynasty", 12º álbum de inéditas da carreira do Arch Enemy, o guitarrista Michael Amott falou com a revista Spin e citou os 5 álbuns que mudaram sua vida. Eis as escolhas, com os devidos comentários:
Jon Lord – Sarabande (1976): "Algumas das minhas primeiras memórias musicais são de sentar com minha mãe e ouvir sua coleção de discos. Ela era uma devotada amante da música clássica e queria que eu fosse também. E por um tempo eu fui. Mas entre suas obras cuidadosamente selecionadas, havia um álbum que se destacou: um disco solo do tecladista do Deep Purple, Jon Lord. A maneira como ele misturava rock, elementos progressivos e influências clássicas me cativou. Os temas barrocos eram de tirar o fôlego, e tenho certeza de que este álbum e até mesmo o trabalho de guitarra nele (executado por um Andy Summers pré-The Police) influenciaram minha própria música."

Discharge – Hear Nothing See Nothing Say Nothing (1982): "Este álbum moldou profundamente minha musicalidade e minha vida, e mesmo agora, ouvi-lo parece quase cerimonial. A intensidade crua de sua abordagem de parede de som ainda é surpreendente. O impacto do Discharge é realmente imensurável, pois eles abriram caminho para o speed metal, thrash, death, grind, black metal e hardcore punk (d-beat!). Para muitos de nós, este disco foi a porta de entrada. Se você quer entender as raízes da música extrema, comece aqui."
Metallica – Kill ‘Em All (1983): "Nunca vou esquecer quando conheci essa banda. Foi por meio de uma entrevista por telefone com Lars Ulrich na rádio dinamarquesa, ele estava falando em seu idioma nativo. Após a ligação, o DJ tocou ‘Metal Militia’ e ‘Motorbreath’. No momento em que ouvi essas músicas, fiquei chocado. A intensidade, a velocidade, a precisão absoluta, foi uma revelação! Daquele ponto em diante, eu estava em uma missão para encontrar o LP deles. Imagine ir de loja em loja de discos, pedindo Metallica e ninguém tinha a mínima ideia de quem eles eram! Quando finalmente coloquei as mãos em ‘Kill ‘Em All’, isso os consolidou como minha banda favorita por anos. Esse disco continua sendo uma das estreias mais poderosas de todos os tempos."
Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath (1973): "Conhecer o Sabbath nos anos 80 foi uma das épocas mais emocionantes que posso lembrar como fã de música. Viajar no tempo com sua discografia foi incrível. Hoje eu sinto que este — seu 5º álbum de estúdio — representa um pico de criatividade, evolução musical e qualidade de produção. Mistura riffs esmagadores com momentos mais suaves, melódicos e arranjos complexos, tudo isso mantendo seus riffs pesados característicos."
Candlemass – Epicus Doomicus Metallicus (1986): "Este álbum me atingiu fortemente em 1986, uma época em que eu era obcecado por velocidade e agressividade na minha música. Em contraste gritante, parecia estar mirando em algo completamente diferente — um peso lento, sombrio e uma atmosfera sombria e épica. Eu me apaixonei por ele e ainda o considero um dos melhores álbuns suecos de todos os tempos. Em uma estranha reviravolta do destino, acabei tocando em um disco do Candlemass anos depois."
Michael Amott surgiu na cena com o Carnage, banda que formou em parceria com o vocalista Johan Liiva. Após duas demos de grande repercussão no underground, o grupo lançou seu único disco, "Dark Recollections".
A seguir, foi recrutado pelo Carcass, com quem lançou dois discos: "Necroticism – Descanting The Insalubrious" (1991) e "Heartwork" (1993), maior sucesso comercial do grupo. Na sequência fundou o Spiritual Beggars, com sonoridade voltada ao hard/classic rock. Até o momento, a banda já lançou nove álbuns de estúdio.
Seu maior sucesso foi criado logo a seguir: o Arch Enemy, onde reencontrou Johan Liiva e recrutou seu irmão mais novo, Christopher Amott. Segue até hoje com outros músicos, enquanto os três originais integram o Black Earth, que toca sons do início da carreira. Em 1998 gravou o álbum "Dactylis Glomerata", do Candlemass, como músico convidado.
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