Vocalista do Elvenking quer regravar álbum feito pela banda com outro cantor após sua saída
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de abril de 2025
Em entrevista ao jornalista Gustavo Maiato, durante a divulgação do álbum "Reader Of The Runes – Luna", o vocalista Damna, da banda italiana Elvenking, revelou o desejo de regravar "Wyrd" (2004), segundo disco do grupo — lançado justamente no período em que ele estava fora da formação original.

"A gente nunca deveria ter se separado naquele momento. Sempre pensei assim. Foi uma decisão estúpida, que arruinou todo o trabalho que estávamos fazendo para o sucessor do nosso álbum de estreia", declarou, ao lembrar da saída temporária após o lançamento de "Heathenreel" (2001).
Segundo o cantor, "Wyrd" caminhava para ser a continuação natural do disco de estreia, mas perdeu a identidade no processo. "‘Heathenreel’ merecia ser seguido por um monstro de álbum de folk metal – e era isso que ‘Wyrd’ estava se tornando no começo. Aí veio a separação, e o disco acabou despido da alma, virando apenas um álbum decente de power/melódico, na minha opinião."
Hoje, com a banda em plena forma e encerrando uma trilogia conceitual com "Luna", Damna vê a possibilidade de reparar o passado. "Acho que um dia ainda vamos fazer justiça a esse disco. Já começamos a falar sobre isso, e espero que tenhamos a chance de realizar essa ideia – regravar o álbum como ele deveria ter sido feito."
O vocalista também falou sobre o rompimento com Kleid, que o substituiu nos vocais em "Wyrd". "A banda não mantém contato com ele", limitou-se a dizer.
A motivação por trás da regravação não parece ser de vaidade, mas de inquietação artística. Para Damna, a trilogia finalizada com "Reader Of The Runes – Luna" representa um reencontro com a essência da banda — e o desejo de restaurar uma obra que considera inconclusa.
"O nosso som sempre teve influências do lado mais pesado do metal desde os anos 1980 e 1990. Mesmo no nosso primeiro disco, você encontra elementos de death e black metal melódico sueco. Acho que essa trilogia nos ajudou a reconectar com essas atmosferas mais sombrias e a dar unidade ao que fazemos hoje", explicou.
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