A inspiração comum entre clássico de Jorge Benjor e hit subversivo do Gojira
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de abril de 2025
Existem certas causas que despertam o interesse e o ativismo de pessoas de várias partes do mundo. É o caso da proteção da Amazônia e dos povos originários. Se em 1981, o lendário Jorge Benjor trouxe à tona o assunto com o clássico "Curumim chama cunhatã que eu vou contar", do álbum "Bem-Vinda Amizade", décadas depois a pauta ganhou peso nas guitarras da banda francesa Gojira com o hit subversivo "Amazonia", presente no disco "Fortitude" (2021).
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O fato de Jorge Benjor cantar sobre a Floresta Amazônica por si é algo importante, mas o Gojira não está tão distante assim do local, já que a Guiana Francesa faz parte oficialmente da França e está no território da Amazônia, como explica matéria da BBC com entrevista do presidente francês Emmanuel Macron: "Somos da Amazônia. Estamos todos preocupados. A França sem dúvida está ainda mais que outros atores à mesa, já que somos amazônicos". O país europeu tem soberania, dessa forma, sobre 1,5% da famosa floresta tropical.
No caso de Jorge Benjor, o foco maior é na preservação dos povos originários, que foram quase dizimados com a chegada dos portugueses. O site da Universidade Estadual do Sudeste da Bahia explica: "Para muitos, ela é uma homenagem ao Dia do Índio. No entanto, mais do que isso, a música revela como os povos indígenas viviam, como eram suas relações com a natureza e de que forma se deu a perda de espaço para os colonizadores portugueses após sua chegada em 1500", reforça.
No site do G1, uma matéria completa com o vocalista Joe Duplantier explica a visão do Gojira sobre o desmatamento da Amazônia. O músico afirmou que sentiu "medo do futuro da humanidade" após ver vídeos das árvores queimando.
Joe Duplantier participou de um protesto de povos indígenas em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto, em 2021. Mas ele diz não ter esperança de convencer Jair Bolsonaro a preservar a floresta: "Se ele tivesse a capacidade de entender e mostrar alguma compaixão, já teria feito isso", afirma.
Mesmo distantes por quilômetros e décadas, Jorge Benjor e Gojira parecem concordar sobre a urgência da preservação da Amazônia. O curioso é que a banda francesa não para por aí e já ajudou no ativismo com outras pautas importantes, como por exemplo a proteção do povo do Tibet.
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