Alex Lifeson: Rush, Envy of None e a cerveja do Rush que não chega ao Brasil
Por Tânios Acácio
Postado em 06 de abril de 2025
"Ninguém deveria ter medo de me chamar pra fazer algo. Eu realmente adoro essas coisas." — Alex Lifeson
Essa declaração de Alex Lifeson, guitarrista do Rush e integrante do projeto Envy of None, dá o tom de sua entrevista mais recente — conduzida por Rodrigo Altaf e publicada no site Sonic Perspectives. Nela, o músico canadense falou com franqueza sobre colaborações, fases delicadas da carreira e os caminhos que ainda deseja explorar.
Uma matéria publicada recentemente no Portal Rush Brasil aprofunda os temas tratados, conectando declarações atuais de Lifeson com passagens importantes da trajetória da banda — em especial no período de transição sonora nos anos 80.
Entre os temas abordados, está a já conhecida tensão criativa durante os anos 80, especialmente na era dos teclados. Lifeson voltou a comentar o desconforto que sentia ao ver a guitarra sendo deixada em segundo plano, especialmente em álbuns como Hold Your Fire e Power Windows. A entrevista recupera trechos que dialogam com falas já conhecidas, como a registrada no livro Contents Under Pressure, de Martin Popoff, onde ele afirma que Counterparts foi o primeiro disco onde realmente evitou os teclados — algo que culminaria em Vapor Trails.
Outro momento curioso da conversa foi a lembrança do documentário Come On Children (1973), em que Lifeson, então com 18 anos, aparece discutindo com os pais sobre sua escolha de seguir carreira na música. A cena ganhou nova dimensão ao ser resgatada anos depois em Rush: Beyond the Lighted Stage (2010), e Lifeson finalmente comentou os bastidores desse momento íntimo.
A entrevista também revelou que o guitarrista está envolvido em um projeto musical ao lado de integrantes do Rheostatics e Kevin Hearn, do Barenaked Ladies, para um documentário sobre os Grandes Lagos — além de mencionar a possibilidade de futuras edições do evento beneficente Grapes Under Pressure.
Mas uma fala chamou atenção especial dos fãs brasileiros: ao ser questionado sobre a cerveja oficial do Rush — já lançada no Canadá e EUA — Lifeson reconheceu que o Brasil está fora do circuito por questões complexas:
"Cada país, cada estado faz negócios com uma entidade diferente quando se trata de álcool. E, certamente, o Brasil… vocês têm algumas das maiores empresas de cerveja do mundo, que controlam praticamente tudo por aí. É difícil entrar em mercados assim, que são extremamente protegidos, porque há muito dinheiro envolvido."
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