Porque o show do AC/DC pode ter sido o último da banda nos EUA para sempre
Por Bruce William
Postado em 30 de maio de 2025
O AC/DC encerrou nesta quarta-feira (22) sua turnê norte-americana com um show lotado para 50 mil pessoas em Cleveland. A apresentação marcou o fim da etapa do giro baseado no álbum "Power Up" nos Estados Unidos — e pode ter sido a última vez que os fãs do país viram a banda ao vivo.
Nos últimos anos, a frequência de turnês do grupo caiu drasticamente. Houve um intervalo de sete anos entre os turnês de "Stiff Upper Lip" (2000–2001) e "Black Ice" (2008–2010), seguido por mais cinco anos até a Rock or Bust Tour, entre 2015 e 2016. Foi nessa última série de shows que a formação clássica praticamente desmoronou: apenas Angus Young e Cliff Williams estavam presentes na reta final, e o baixista já havia anunciado sua aposentadoria.

A morte de Malcolm Young em 2017, irmão de Angus e cofundador da banda, parecia ter selado o destino do AC/DC. Mas o grupo surpreendeu ao voltar ao estúdio no ano seguinte com os remanescentes da formação de 1994 a 2014 — incluindo Brian Johnson, Phil Rudd e Williams — para gravar "Power Up", em tributo a Malcolm. O disco só foi lançado em 2020, em meio à pandemia.
Sem poder sair em turnê, a banda passou mais três anos longe dos palcos, até fazer um único show em 2023 no festival Power Trip. Nessa ocasião, a formação já incluía o baterista Matt Laug, o baixista Chris Chaney e Stevie Young no lugar de Malcolm. Só em 2024 a banda caiu na estrada com uma turnê europeia de 24 datas, seguida em 2025 por 13 datas nos Estados Unidos.
O que vem a seguir é um mistério. O AC/DC parte para a Europa em breve para mais 15 apresentações, mas não revelou se essa etapa será mesmo a última. A banda tem sido extremamente reservada quanto aos planos futuros — e até sobre as condições dos membros. Em 2022, Brian Johnson se recusou a dizer se voltariam aos palcos, alegando ter sido instruído a não comentar: "Se eu disser uma coisa, vai ser distorcida. Não dá mais pra falar nada. É muita fofoca na internet".
Essa postura deixa muitas perguntas em aberto. Por que Phil Rudd gravou o álbum, mas não participou das turnês? Como Brian Johnson superou os problemas auditivos que o afastaram da banda em 2016? E o que motivou Cliff Williams a voltar após anunciar a aposentadoria? Tudo isso permanece no campo da especulação.
Mesmo assim, o desempenho ao vivo continua impressionante. Aos 77 anos, Johnson ajustou sua forma de cantar e mostrou energia de sobra. Já Angus Young, aos 70, continua sendo o motor da banda. Na noite em Cleveland, encerrou o show com uma versão de 22 minutos de "Let There Be Rock", com dois solos insanos de guitarra.
A fonte original, a Ultimate Classic Rock, reconhece que é impossível prever o que a banda fará a seguir — e que, talvez, este tenha sido mesmo um adeus. Mas se for, foi em grande estilo. E como eles mesmos dizem: o AC/DC não deve nada a ninguém.
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