A banda de metal que mandou disco de platina para Arnold Schwarzenegger por inspirar seu álbum
Por Bruce William
Postado em 28 de junho de 2025
No início dos anos oitenta, um quinteto barulhento lotava clubes de Nova York enquanto sonhava em conquistar palcos muito maiores. Na bagagem, havia refrões criados anos antes e uma dose de rebeldia juvenil que, misturada com a MTV, faria suas guitarras ecoarem pelo mundo. Mas para chegar lá, eles precisaram lidar com noites solitárias, brigas internas e escolhas de repertório que quase mudaram tudo.
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Foi em 1983, trancados no Sol Studios - que pertencia a Jimmy Page - que a banda deu forma ao disco que os tornaria imortais, relata a Classic Rock. Longe de casa e sem dinheiro para levar esposa e filho para a Inglaterra, o vocalista passou horas isolado. Foi no banheiro, cercado por pentagramas e silêncio, que escreveu "The Price", uma confissão sobre o peso de perseguir o sucesso.
Boa parte do novo álbum já existia desde a fase de bares, mas algumas faixas vieram de projetos paralelos. "Horror-Teria (The Beginning)", por exemplo, nasceu de uma ópera rock que, segundo o próprio autor, "nunca veria a luz do dia". Já "Don't Let Me Down" entrou na marra, graças ao faro comercial do produtor Tom Werman, que acreditava na música como single. No fim, "We're Not Gonna Take It" ganhou a disputa depois que o diretor Marty Callner enviou um recado curto para a gravadora: ou investiam ali, ou desperdiçariam uma mina de ouro.
Entre riffs marcantes e clipes exagerados, havia também uma homenagem curiosa. O nome do disco foi tirado de "Stay Hungry", filme de 1976 com um ainda pouco conhecido Arnold Schwarzenegger. O vocalista sempre se inspirou na trajetória do austríaco, que se tornou fisiculturista lendário, ator de Hollywood e político de sucesso. Quando o álbum estourou e garantiu disco de platina, uma cópia seguiu direto para as mãos de Arnold.
Anos depois, o ídolo retribuiu: usou "We're Not Gonna Take It" como tema oficial de campanha para governador da Califórnia em 2003. O grupo, já veterano, ainda subiu em um palanque político para tocar ao vivo, fechando um ciclo improvável que começou no cinema e acabou na política.
Mesmo que o humor dos clipes tenha gerado confusão sobre o peso do som, o guitarrista Jay Jay French defende que tudo foi calculado - inclusive as explosões, janelas quebradas e pais autoritários voando longe. No fim, "Stay Hungry" consolidou o nome do Twisted Sister no hall do metal e garantiu um fã ilustre: o próprio Exterminador do Futuro.
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